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sexta-feira, 11 de março de 2011

Discursos Poderosos Sobre o Real Propósito da Sociedade de Socorro

A Sociedade de Socorro



Presidente Boyd K. Packer
Presidente Interino do Quórum dos Doze Apóstolos

Irmãs, vocês devem parar de pensar que apenas assistem à Sociedade de Socorro e começar a sentir que pertencem a ela!

Meu propósito é dar total apoio à Sociedade de Socorro, encorajando todas as mulheres a entrar para essa organização e freqüentá-la, bem como incentivar os líderes do sacerdócio, em todos os níveis, a ajudá-la de tal modo que ela floresça.
A Sociedade de Socorro recebeu esse nome e foi organizada por profetas e apóstolos que agiam sob inspiração divina. Ela possui uma história ilustre e sempre ofereceu apoio e sustento aos necessitados.
O toque suave das mãos das irmãs curam e encorajam, ao passo que as mãos dos homens, embora bem intencionadas, nunca conseguem fazer o mesmo.
A Sociedade de Socorro inspira as mulheres e ensina-lhes a preencher a vida com as coisas de que necessitam: coisas "amáveis, de boa fama ou louváveis".1 A Primeira Presidência recomenda que as mulheres freqüentem essa organização "porque no trabalho da Sociedade de Socorro elas encontram valores intelectuais, culturais e espirituais que não encontram em nenhuma outra organização, valores esses suficientes para suprir todas as necessidades corriqueiras de seus membros".2
A Sociedade de Socorro ajuda as mães a criarem as filhas e a cultivar nos maridos, filhos e irmãos a cortesia e a coragem e, na verdade, todas as virtudes essenciais para fazer do homem uma pessoa digna. É tão benéfico para os homens e rapazes que a Sociedade de Socorro prospere quanto o é para as mulheres e moças.
Há alguns anos, a irmã Packer e eu estávamos na Tchecoslováquia, naquela época, atrás da Cortina de Ferro. Não era fácil conseguir vistos e tomávamos muito cuidado para não comprometer a segurança e bem-estar dos membros que por gerações haviam lutado para manter viva a sua fé sob inefáveis condições de opressão.
A reunião mais memorável de todas deu-se numa sala num segundo andar. As persianas estavam fechadas. Mesmo à noite, as pessoas chegavam em horários diferentes; cada uma vinha de um lugar para não chamar a atenção.
Doze irmãs freqüentavam as reuniões. Cantávamos hinos de Sião extraídos de hinários publicados há mais de cinqüenta anos! Só as letras, sem acompanhamento. A lição de Viver Espiritual, dada com reverência, era tirada de um manual escrito à mão. As poucas páginas de literatura da Igreja que podíamos conseguir para elas eram datilografadas à noite, doze cópias carbono por vez, a fim de compartilhar um pouco das preciosas páginas com o maior número possível de membros.
Eu disse àquelas irmãs que elas pertenciam à maior e, sem dúvida, à mais importante organização feminina da Terra. Citei o Profeta Joseph Smith quando ele e os Irmãos organizaram a Sociedade de Socorro, com as seguintes palavras:
"Agora viro a chave (a seu favor) ( . . . )."
Esta sociedade está organizada "de acordo com a natureza das mulheres ( . . . ) Vocês agora estão em posição de poder agir segundo a compaixão que possuem ( . . . ).
Se viverem (esses) privilégios, não se poderá impedir que os anjos as acompanhem ( . . . ).
Se as irmãs desta Sociedade obedecerem aos conselhos do Deus onipotente, dados por intermédio das autoridades da Igreja, elas terão poder para dar ordens às rainhas que houver em seu meio."3
O Espírito estava lá. A irmã que dirigia a reunião com reverência e brandura chorou abertamente.
Disse-lhes que quando voltasse aos E.U.A., eu tinha uma designação de falar na conferência da Sociedade de Socorro e perguntei-lhes se poderia transmitir alguma mensagem delas. Várias irmãs escreveram bilhetes; cada frase, sem exceção, foi escrita com intento de dar alguma coisa, não de pedir. Nunca esquecerei o que uma das irmãs escreveu: "Um pequeno círculo de irmãs envia seu amor e seus pensamentos a todas as irmãs e pede ao Senhor que nos ajude a seguir em frente".
As palavras círculo de irmãs inspiraram-me. Pude vê-las sentadas num círculo maior do que aquela sala, circundando o mundo. Tive a mesma visão que tiveram os apóstolos e profetas de antigamente. A Sociedade de Socorro é mais do que um círculo hoje; ela é como um tecido de renda envolvendo os continentes.
A Sociedade de Socorro trabalha sob a direção do Sacerdócio de Melquisedeque, pois "todas as outras autoridades ou ofícios da igreja são apêndices desse sacerdócio".4 Ela foi organizada "segundo o padrão do sacerdócio".5
Vocês, irmãs, podem ficar surpresas em saber que raramente, ou talvez nunca, se discutam as necessidades dos homens nas reuniões dos quóruns do sacerdócio. Eles certamente não estão preocupados com eles próprios. Os irmãos falam sobre o evangelho, o sacerdócio e a família!
Se as irmãs seguirem esse padrão, não ficarão preocupadas com as supostas necessidades das mulheres. Ao servirem sua família e sua organização, todas as necessidades serão atendidas, hoje e na eternidade; toda negligência será eliminada; cada injúria será corrigida, hoje e na eternidade.
Há muitas causas comunitárias que merecem nosso apoio. Algumas são falhas porque corroem aqueles valores essenciais à felicidade familiar. Não se envolvam em nenhuma causa que, na verdade, não preencha suas necessidades. Não se desviem do curso estabelecido pela presidência geral da Sociedade de Socorro. Seu propósito básico é o de ajudar a levar as mulheres e as famílias a Cristo.
Como presidente de missão, fui a uma conferência da Sociedade de Socorro da missão. Nossa presidente da Sociedade de Socorro, membro relativamente novo, falou algo sobre corrigir certas coisas. Algumas Sociedades de Socorro locais haviam-se desviado das orientações recebidas e ela, então, pediu que as irmãs procurassem se ater mais à direção dada pela presidência geral da Sociedade de Socorro.
Uma irmã na congregação levantou-se e disse com arrogância que elas não iriam seguir seu conselho porque consideravam-se uma exceção. Um tanto constrangida, a presidente virou-se para mim, buscando ajuda. Eu não sabia o que fazer. Eu não estava interessado em enfrentar uma mulher tão rebelde como aquela; por isso, fiz-lhe sinal que continuasse. Em seguida, veio a revelação!
Essa adorável presidente da Sociedade de Socorro, miúda e com uma leve deficiência física, disse com voz bondosa, porém firme: "Querida irmã, não gostaríamos de cuidar primeiro da exceção. Cuidaremos primeiro da regra, depois, veremos a exceção". As correções foram aceitas.
O conselho dessa irmã é bom para a Sociedade de Socorro, para o sacerdócio e para as famílias. Quando você cria uma regra e coloca a exceção na mesma frase, a exceção será aceita primeiro.
Os irmãos sabem que pertencem ao quórum do sacerdócio. Muitas irmãs, no entanto, pensam que a Sociedade de Socorro é só uma aula a que elas assistem.
O mesmo sentimento de pertencer à Sociedade de Socorro em vez de apenas assistir a uma aula deve ser colocado no coração de cada mulher. Irmãs, vocês devem parar de pensar que apenas assistem à Sociedade de Socorro e começar a sentir que pertencem a ela!
A despeito de todo o poder e autoridade que os homens possam ter e de toda a sabedoria e experiência que acumulem, a segurança da família, a integridade da doutrina, as ordenanças, os convênios e, na verdade, o futuro da Igreja, são também responsabilidade das mulheres. As defesas do lar e da família são muito mais reforçadas quando a esposa, a mãe e as filhas pertencem à Sociedade de Socorro.
Nenhum homem recebe a plenitude do evangelho sem uma mulher a seu lado, pois, nenhum homem, disse o Profeta, pode conseguir a plenitude do sacerdócio sem o templo do Senhor.6 E ela está lá, ao lado dele, naquele local sagrado. Ela compartilha de tudo o que ele recebe. O homem e a mulher recebem individualmente as ordenanças pertencentes à investidura; mas o homem não pode receber as ordenanças mais elevadas, as ordenanças de selamento, sem a mulher a seu lado. Nenhum homem atinge a posição de exaltação divina de uma paternidade digna a não ser pela dádiva de sua esposa.
No lar e na Igreja, as irmãs devem ser estimadas por sua própria natureza. Tomem cuidado ou vocês poderão inadvertidamente fomentar influências e atividades que procuram eliminar as diferenças femininas e masculinas que a natureza criou. Um homem ou um pai pode fazer muito do que normalmente é tido como trabalho da mulher. Por sua vez, uma mulher ou mãe, em época de necessidade, pode fazer muita coisa, a maioria delas normalmente consideradas de responsabilidade do homem, sem colocar em risco seus papéis distintos. Ainda assim, os líderes, especialmente os pais, devem reconhecer que existe uma distinção entre a natureza masculina e a feminina essencial para o estabelecimento do lar e da família. Quaisquer distúrbios, fraquezas ou inclinações que eliminem essas diferenças destroem a família e reduzem as probabilidades de felicidade para todos os envolvidos.
Há uma diferença no modo como funciona o sacerdócio no lar comparado com a maneira pela qual ele atua na Igreja. Na Igreja, servimos mediante um chamado. No lar, servimos por escolha. Um chamado na Igreja geralmente é temporário e, depois, somos desobrigados. Nosso papel no lar e na família, que é baseado em escolhas, é para sempre.
Na Igreja existe uma linha distinta de autoridade. Servimos onde formos chamados por aqueles que nos presidem.
No lar há uma parceria entre o marido e a mulher, e o jugo entre eles é igual, as decisões são tomadas em conjunto e eles sempre trabalham unidos. Enquanto o marido, o pai, tem a responsabilidade de liderar com dignidade e inspiração, sua esposa não fica atrás dele, nem à frente, mas a seu lado.
As presidências da Sociedade de Socorro, das Moças e da Primária são todas membros da ala e dos conselhos de estaca, e a unidade que elas possuem vem da Sociedade de Socorro. Se os líderes ignorarem as contribuições e influência dessas irmãs, tanto nas reuniões de conselho como em casa, o trabalho do sacerdócio será limitado e fraco.
Nem os irmãos, agindo como quórum do sacerdócio, nem essas irmãs que se assentam em conselhos, jamais devem perder, nem por um minuto, a perspectiva do papel do lar.
Para atender às necessidades de um número cada vez maior de famílias desestruturadas, a Igreja tenta influenciar e oferecer atividades que compensem o que está faltando nesses lares.
Os líderes do sacerdócio e das auxiliares, especialmente os pais, devem usar de sabedoria e inspiração para garantir que essas atividades, tanto para líderes como para membros, não exijam muito tempo e dinheiro. Se isso acontecer, sobrará muito pouco tempo e dinheiro para os pais e será difícil para eles influenciar seus próprios filhos. Tenham muito cuidado para apoiar e não para substituir o lar.
Na época atual, em que os pais se sentem sobrecarregados e não conseguem dar conta de tudo, eles devem julgar com sabedoria e inspiração até que ponto sua família deve ter atividades, as mais variadas, fora de casa. Os líderes do sacerdócio, reunidos em conselho, devem prestar muita atenção ao que as irmãs e mães dizem a esse respeito.
As Sociedades de Socorro fortes exercem uma grande influência sobre as irmãs, protegendo e curando mães e filhas, irmãs solteiras, mães sozinhas, irmãs idosas e enfermas.
Vocês, irmãs, que foram chamadas para servir na Primária ou nas Moças podem perder as aulas da Sociedade de Socorro, mas não a sociedade em si; vocês pertencem a ela. Muitos irmãos servem no Sacerdócio Aarônico e perdem as reuniões do seu próprio quórum. Não se sintam rejeitadas; nunca reclamem desse serviço abnegado.
Vimos quando nossos filhos, e agora nossos netos, foram estudar ou trabalhar em outros lugares, longe da família. Eles têm um ou dois filhos pequenos e praticamente nada de bens materiais para estabelecer um lar.
Que consolo saber que, não importa onde estejam, a família da Igreja espera por eles. Desde o dia em que chegam a esse novo local, eles passarão a fazer parte de um quórum do sacerdócio e uma Sociedade de Socorro. Lá ela encontrará uma avó, uma pessoa para quem poderá telefonar em vez de à sua mãe, quando o prato que estiver cozinhando não estiver dando certo, ou com quem poderá aconselhar-se para saber se uma criança irrequieta está realmente doente. Ela encontrará a mão firme e sábia de avós substitutos. Eles dirão palavras de consolo quando a saudade de casa persistir por muito tempo. A jovem família encontrará segurança: o marido nos quóruns, a esposa na Sociedade de Socorro. Ambos tendo como propósito definitivo garantir que a família seja eterna.
Canta-se este hino na Sociedade de Socorro:

Irmãs em Sião, sempre unidas seremos
Que Deus nos bendiga em nosso labor
Na Terra seu Reino nós construiremos
Seus filhos servindo com eterno amor

Missão qual dos anjos a nós hoje é dada
E, sendo mulheres, é nosso esse dom:
Servir com ternura na obra sagrada
Fazendo o que é nobre, amável e bom.

Que santo propósito, obra bendita:
Consolo aos aflitos e pobres levar.
Confiemos no Espírito, luz infinita,
Que força e saber há de sempre nos dar.7

Termino como comecei: Meu propósito é dar total apoio à Sociedade de Socorro e prestar testemunho de que Jesus é o Cristo, que foi por intermédio da inspiração que ela foi organizada e invocar uma bênção sobre as irmãs que pertencem a essa organização. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
NOTAS
1. Articles of Faith 1:13.
2. A Centenary of Relief Society, 1942, p.7.
3. History of the Church, 4:607,605.
4. D&C 107:5
5. Sarah M. Kimball, "Autobiografia", Woman's Exponent, primeiro de setembro de 1883, p. 51.
6. Ver D&C 131:1¬3.
7. Emily H. Woodmansee, Irmãs em Sião, Hinos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, nº 200.


Venham para a Sociedade de Socorro



Irmã Virginia U. Jensen
Primeira Conselheira na Presidência Geral da Sociedade de Socorro

Não importa de onde venha, quais sejam suas fraquezas, qual seja sua aparência. Seu lugar é aqui! O Senhor as ama, cada uma de vocês, individual e coletivamente.

Na última conferência geral de abril, como presidência da Sociedade de Socorro, regozijamo-nos quando o Presidente Boyd K. Packer subiu a este púlpito e disse: "Meu propósito é dar total apoio à Sociedade de Socorro, encorajando todas as mulheres a entrar para essa organização e freqüentá-la, bem como incentivar os líderes do sacerdócio, em todos os níveis, a ajudá-la de tal modo que ela floresça"1.
Irmãs, esse também é o meu propósito nesta noite. A Presidente Mary Ellen Smoot falou-nos a respeito de convites. Eu tenho um convite para vocês: Venham para a Sociedade de Socorro!
A Sociedade de Socorro foi organizada pela autoridade do sacerdócio e é dirigida hoje em dia por essa mesma autoridade. O Profeta Joseph Smith disse a respeito do sacerdócio: "É a autoridade eterna de Deus, por meio da qual o universo foi criado e é governado, as estrelas vieram a existir"2. Falando especificamente às mulheres da Igreja, o Presidente George Albert Smith disse referindo-se à Sociedade de Socorro: "Foi Deus quem a concedeu a vocês, como resultado da revelação dada a um profeta do Senhor"3. De que modo devemos encarar uma organização que foi criada por meio dessa autoridade profética do sacerdócio? Como líderes da Sociedade de Socorro, servimos como auxiliares do sacerdócio para ajudar a conduzir as mulheres e suas famílias a Cristo.
O que existe na Sociedade de Socorro que nos leva a "entrar para essa organização e freqüentá-la", conforme declarou o Presidente Packer?
Na Sociedade de Socorro existem programas para ajudar-nos, como mulheres, a encontrar significado e propósito na vida, tanto para nós mesmas quanto para nossa família. De acordo com o Presidente Spencer W. Kimball: "Não há maior e mais glorioso conjunto de promessas dadas às mulheres do que as que são recebidas por meio do evangelho e da Igreja de Jesus Cristo"4. Esta é uma época em que tudo o que vemos na sociedade, nas mulheres e em suas famílias encontra-se em crise. O índice de casamentos desfeitos está crescendo de maneira alarmante. Um número excessivamente grande de crianças está sendo vítima de maus-tratos e negligência. As mulheres lutam para ouvir a verdadeira voz de retidão em meio a uma multidão de vozes que as instigam persuasivamente a buscar o que for mais prático ou mais politicamente correto. Muitas dentre as nossas quatro milhões e duzentas mil irmãs da Sociedade de Socorro estão passando por sofrimento e confusão. Será que nos damos conta do que possuímos, irmãs? Será que compreendemos quem realmente somos? Será que nos damos conta de que dentro da organização da Sociedade de Socorro contamos com todos os instrumentos e recursos necessários para consolar a alma individual ou para curar um mundo cheio de problemas?
O principal objetivo da Sociedade de Socorro é edificar a fé em Jesus Cristo e dar-nos a oportunidade de ensinarmos umas às outras as doutrinas do reino de Deus. Por meio das lições, atividades e experiências compartilhadas na Sociedade de Socorro, vocês podem adquirir um testemunho ou fortalecer o testemunho que já possuem. No fim de tudo, essa pode ser a coisa mais importante que fazemos na Sociedade de Socorro, pois a força espiritual e o firme testemunho das mulheres da Igreja são absolutamente essenciais -- para elas mesmas, para sua família, para seus ramos e alas e para o próprio mundo.
O segundo objetivo da Sociedade de Socorro é ajudar cada irmã a compreender que ela é uma amada filha espiritual do Pai Celestial e que, por esse motivo, possui uma natureza e um destino divinos, inclusive a mais maravilhosa de todas as possibilidades: A vida eterna na presença de Deus como Sua herdeira. Citando novamente o Presidente Kimball: "Onde mais podemos aprender quem realmente somos? Onde mais podemos ouvir as explicações e a confirmação necessárias a respeito da natureza da vida? Em que outra fonte podemos aprender a respeito de nossa identidade e individualidade?"5
Quando compreendermos plenamente que somos filhas de Deus, com direitos e privilégios que se estendem por toda a eternidade -- que temos direito às bênçãos de Deus, dependendo de nossa fidelidade -- então encararemos o mundo, o lugar que ocupamos nele e nossa responsabilidade para com ele de maneira totalmente diferente. Ouçam o que o Presidente Gordon B. Hinckley tem a nos dizer: "Saibam que vocês são filhas de Deus, com uma herança divina. Sejam confiantes em tudo o que fizerem, sabendo que são amadas e honradas, que fazem parte do reino Dele e que têm um grande trabalho para fazer que não pode ser feito por ninguém mais"6.
A que trabalho o Presidente Hinckley se refere -- um trabalho que "não pode ser feito por ninguém mais"? A resposta, como devem saber, está na Sociedade de Socorro. O terceiro objetivo da Sociedade de Socorro afirma que cada irmã é incentivada a estender a mão e servir as pessoas de sua família, ala e comunidade. Como irmãs, temos a capacidade e a responsabilidade de ajudar-nos umas às outras a andar na luz do Senhor. Não importa onde vivamos ou qual seja a nossa idade, nacionalidade, estado civil ou chamado na Igreja, sempre haverá pessoas a nossa volta que precisam de nosso amor e serviço.
Todas conhecemos a vida e a obra da falecida Madre Teresa, que passou a maior parte da vida trabalhando entre os pobres e necessitados, fazendo muito para aliviar-lhes o sofrimento e a tristeza. Certa vez, quando estava na Austrália, ela ofereceu-se para limpar a cabana de um aborígene solitário. Em sua cabana havia uma lamparina bonita mas apagada. Quando ela perguntou por que ele não acendia a lamparina, o homem respondeu: "Ninguém vem aqui". Ela prometeu que se ele acendesse a lamparina, ela providenciaria para que as irmãs de caridade o visitassem. Mais tarde, o homem enviou o seguinte recado à Madre Teresa: "Digam à minha amiga que a luz que ela acendeu em minha vida ainda está brilhando"7.
Como irmãs da Sociedade de Socorro podemos levar a luz para a vida daqueles a quem servimos, juntamente com os pães que assamos e a comida que dividimos. Podemos dar esperança, podemos elevar e inspirar. Podemos ensinar a respeito de Cristo e ajudar outras pessoas a encontrarem a paz e o consolo em Sua luz. Como mulheres, temos a tendência natural de amar e nutrir. As mulheres ensinam as crianças, apóiam os amigos, incentivam o marido e animam os desanimados. As mulheres dão vida e nutrem. Todas temos algo para dar, algo para compartilhar e alguém a quem servir. Como segunda presidente da Sociedade de Socorro, Eliza R. Snow declarou: "Não existe uma irmã que seja tão isolada ( . . . ) e cuja esfera de influência seja tão pequena que não possa fazer muito pelo estabelecimento do reino de Deus na Terra"8.
O quarto objetivo da Sociedade de Socorro é fortalecer e proteger a família. Será que houve outra época em toda a história da humanidade em que esse fortalecimento e proteção fossem tão desesperadamente necessários? Creio sinceramente que a mais expressiva proteção contra a situação decadente da família seja uma mãe fiel e justa. Em 1993, o Presidente Hinckley disse: "Quero lembrar às mães de todo o mundo a santidade de seu chamado. Nenhuma outra pessoa é capaz de tomar o seu lugar de modo adequado. Nenhuma responsabilidade é maior, nenhuma obrigação mais imperativa do que a que vocês têm de criar com amor, paz e integridade aqueles que trouxeram ao mundo"9.
Como presidência geral da Sociedade de Socorro, afirmamos novamente que a maternidade é o trabalho mais nobre que a mulher pode realizar. Ao fazê-lo, contudo, lembramos que existem muitas dentre as mais devotadas mulheres da Igreja que ainda não tiveram a oportunidade de passar pessoalmente pela experiência da maternidade. Para elas, as palavras do Élder Dallin H. Oaks proporcionam entendimento: "Sabemos que muitos santos dos últimos dias dignos e maravilhosos não têm atualmente as oportunidades ideais e os requisitos essenciais para seu progresso: pessoas solteiras, sem filhos, ou que viram a morte ou o divórcio frustrarem seus ideais e adiarem o cumprimento das bênçãos prometidas. Além disso, algumas mulheres que desejariam ser mães e donas-de-casa de tempo integral foram literalmente forçadas a assumir um emprego de tempo integral. Mas tais frustrações são apenas temporárias. O Senhor prometeu que na eternidade nenhuma bênção será negada a seus filhos que guardam os mandamentos, são fiéis a seus convênios e desejam fazer o que é certo"10.
Nosso quinto objetivo é ajudar cada irmã a sentir-se necessária, acolhida, valorizada e amada.
Na Sociedade de Socorro compartilhamos o amor que sentimos umas pelas outras e por nosso Pai Celestial. Uma irmã expressou recentemente seus sentimentos a respeito de fazer parte da Sociedade de Socorro, dizendo: "Senti a maravilhosa sensação de sermos irmãs e mulheres, mas também existe uma força sanadora [na Sociedade de Socorro] que não encontrei em nenhum outro lugar no mundo".
Todas são bem-vindas à Sociedade de Socorro. Não existe somente um tipo de mulher da Igreja aceitável na Sociedade de Socorro. Não importa de onde venha, quais sejam suas fraquezas, qual seja sua aparência. Seu lugar é aqui! O Senhor as ama, cada uma de vocês, individual e coletivamente. Não somos mulheres comuns. Somos mulheres do convênio, mulheres que reconheceram a verdade, aceitaram o evangelho de Jesus Cristo e fizeram convênios com o Senhor de segui-Lo e fazer Sua vontade. Ele precisa de nós -- de cada uma de nós -- para fazermos nossa parte no trabalho de levar a efeito a Sua grandiosa obra entre os filhos dos homens. Precisamos da Sociedade de Socorro, e ela precisa de nós.
Nosso sexto objetivo é ajudar cada irmã a compreender a importância de apoiar o sacerdócio, bem como as bênçãos decorrentes de fazer e cumprir os sagrados convênios do templo. No templo fazemos convênios eternos com nosso Pai Celestial. Fazemos promessas a Ele, e em troca Ele faz-nos promessas extraordinárias. Da próxima vez em que forem ao templo, seja por vocês mesmas ou por seus antepassados falecidos, prestem bastante atenção às promessas que Deus faz a vocês, Suas filhas. Em toda parte do templo, as paredes sagradas da casa de Deus estão repletas de convênios reconfortantes, que são confirmações pessoais e íntimas de Seu eterno amor.
Na seção 115 de Doutrina e Convênios somos admoestadas da seguinte forma: "Erguei-vos e brilhai, para que vossa luz seja um estandarte para as nações. E para que a reunião na terra de Sião e em suas estacas seja uma defesa e um refúgio contra a tempestade"11. Irmãs, ao estudarmos os programas da Sociedade de Socorro, façamos com que sejam uma defesa e um refúgio contra a tempestade, para nós e para outras pessoas. Como disse o Presidente Packer: "As Sociedades de Socorro fortes exercem uma grande influência sobre as irmãs, protegendo e curando mães e filhas, irmãs solteiras, mães sozinhas, irmãs idosas e enfermas"12.
Testifico-lhes que a Sociedade de Socorro é uma organização de origem divina. Convidamos todas para a Sociedade de Socorro. Permitam que ela abençoe sua vida, como o Pai Celestial espera que faça. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
NOTAS
1. "A Sociedade de Socorro", A Liahona, julho de 1998, p. 79.
2. Citado por James E. Faust, "Keeping Covenants and Honoring the Priesthood", Ensign, novembro de 1993, p. 37.
3. "Address to Members of the Relief Society", The Relief Society Magazine, dezembro de 1945, p. 717.
4. My Beloved Sisters, 1979, p. 43.
5. My Beloved Sisters, p. 43.
6. "Live Up to Your Inheritance", Ensign, novembro de 1983, p. 84.
7. Ver My Life For the Poor -- Mother Teresa of Calcutta, José Luis Gonzáles-Balado e Janet N. Playfoot (org), 1985, 76.
8. Woman's Exponent, 15 de setembro de 1873, p. 62.
9. "Bring Up a Child in the Way He Should Go", Ensign, novembro de 1993, p. 60.
10. "The Great Plan of Happiness", Ensign, novembro de 1993, p. 75.
11. D&C 115:5¬6.
12. A Liahona, julho de 1998, p. 82.


Cumprir o Propósito da Sociedade de Socorro


Julie B. Beck
Presidente Geral da Sociedade de Socorro
A Sociedade de Socorro foi criada pelo Senhor para organizar, ensinar e inspirar Suas filhas a prepararem-se para as bênçãos da vida eterna.


Queridas irmãs, que bela visão são vocês, e que gratidão sentimos por estarmos aqui hoje! Temos profundo amor e apreço por todas vocês.
Como presidência geral da Sociedade de Socorro, tivemos no ano passado a oportunidade de visitá-las no mundo inteiro. Conversamos com vocês na Alemanha, Dinamarca, Austrália e em Gana. Oramos com vocês em Cingapura, Hong Kong, Índia e no Sri Lanka. Fomos inspiradas e edificadas com vocês no Brasil, no Chile, em Porto Rico, no Canadá e nos Estados Unidos.
Regozijamo-nos em saber que vocês estão “fazendo o bem” como fez o Salvador. Estão realizando um trabalho magnífico. Mas devemos dizer-lhes que há mais a ser feito. Buscamos a inspiração do Senhor para saber como ajudar o sacerdócio na edificação do reino de Deus na Terra. Mais do que nunca, é hora de a Sociedade de Socorro cumprir seu propósito. Para seguir adiante e realizar o que o Senhor deseja, precisamos compreender claramente o propósito da Sociedade de Socorro.
Começarei revendo parte da história da Sociedade de Socorro para explicar por que ela foi criada. Depois, explicarei três responsabilidades que todas as irmãs da Sociedade de Socorro têm em comum. Por fim, explicarei como o Senhor espera que cumpramos o encargo divino que recebemos, tanto individualmente quanto como organização.
I. Por que a Sociedade de Socorro Foi Criada
É impossível compreender a razão de termos uma organização de mulheres na Igreja sem que entendamos a Restauração do evangelho de Jesus Cristo. O Senhor, conhecendo as calamidades que estavam prestes a acontecer nestes últimos dias, falou a Seu servo, Joseph Smith Jr., e deu-lhe “mandamentos (…) para que a fé (…) [aumentasse] na Terra; para que o [Seu] eterno convênio [fosse] estabelecido (…) [e] para que a plenitude do [Seu] evangelho [fosse] proclamada pelos fracos e pelos simples aos confins da Terra”.1
A obra do Senhor é cumprida à medida que Seu evangelho é “pregado a toda nação e tribo e língua e povo”2 e que Seu convênio eterno é estabelecido por meio das ordenanças do templo.
Assim como o Salvador convidou Maria e Marta, na época do Novo Testamento3, a participarem de Sua obra, as mulheres desta dispensação têm o encargo oficial de participar da obra do Senhor. Desde o início da Restauração, as mulheres foram ativas na edificação da Igreja, apoiando o trabalho missionário, contribuindo para a construção de templos e estabelecendo comunidades nas quais os santos pudessem adorar juntos. A organização da Sociedade de Socorro, em 1842, mobilizou a força conjunta das mulheres e seu encargo específico de edificar o reino do Senhor, da mesma forma que a organização dos quóruns do sacerdócio deu responsabilidades específicas aos homens.
Desde sua organização, a Sociedade de Socorro se espalhou pelo mundo inteiro e foi chamada de “a maior e, em todos os sentidos, a melhor organização de mulheres da Terra”.4 Sabemos, por intermédio do Profeta Joseph Smith, que a Sociedade de Socorro fazia formalmente parte da Restauração e que existia uma organização semelhante de mulheres na Igreja, na antiguidade.5 O Presidente Joseph F. Smith ensinou que a Sociedade de Socorro foi organizada “por Deus, autorizada por Deus, instituída por Deus e ordenada por Deus”6, “de acordo com a lei do céu”7, para ajudar o Senhor a “levar a efeito a (…) vida eterna do homem”.8
Por meio da Sociedade de Socorro, as mulheres têm um papel oficial na Igreja, com grandes responsabilidades, “inclusive o trabalho no templo e o ensino do Evangelho”.9 Além disso, a Sociedade de Socorro deve ajudar as mulheres a “plantar e cultivar (…) um testemunho de [Jesus Cristo] e do evangelho”10, “fortalecer a família e o lar”11 e “[cumprir] todas as obrigações familiares”.12 Ela tem a responsabilidade de cuidar das “necessidades dos pobres, doentes e carentes”, mas o Presidente Joseph F. Smith disse que a maior parte de seu trabalho “é cuidar do bem-estar e da salvação (…) de todos os membros do sexo feminino da Igreja”.13
Em resumo, o propósito da Sociedade de Socorro, conforme determinado pelo Senhor, é o de organizar, ensinar e inspirar Suas filhas a prepararem-se para as bênçãos da vida eterna. Quero repetir isso. O propósito da Sociedade de Socorro, conforme determinado pelo Senhor, é o de organizar, ensinar e inspirar Suas filhas a prepararem-se para as bênçãos da vida eterna.
II. Nossas Responsabilidades
Para cumprir o propósito da Sociedade de Socorro, o Senhor encarregou cada irmã da Sociedade de Socorro e a organização como um todo de:
1. Aumentar a fé e a retidão pessoal.
2. Fortalecer as famílias e os lares.
3. Servir ao Senhor e aos Seus filhos.
Cada uma dessas responsabilidades apóia e reforça as outras duas. Quando aumentamos nossa fé, o resultado desse esforço fortalece nossa família. Quando servimos ao Senhor e aos Seus filhos, nossa fé e capacidade de retidão aumentam. As três responsabilidades estão inseparavelmente ligadas. Vamos começar pela primeira responsabilidade.
1. Aumentar a fé e a retidão pessoal. Para fazermos nossa parte no plano do Senhor, temos que aumentar nossa fé e retidão pessoal. Nossa condição de membros da Igreja exige fé, que nutrimos por toda a vida com grande “diligência e paciência e longanimidade”.14 No legado comum que compartilhamos, temos exemplos notáveis de fé que nos foram deixados pelas primeiras mulheres da Igreja. As primeiras pioneiras foram expulsas de seu lar e perseguidas por causa de sua fé. Outras sobreviveram a incêndios e inundações. Cruzaram oceanos e caminharam milhares de quilômetros, suportaram a sujeira e as doenças e quase morreram de fome para edificar o reino de Deus na Terra. Muitas delas sepultaram o marido, os filhos, os pais e irmãos ao longo do caminho. Por que fizeram isso? Fizeram porque a chama da fé ardia em sua alma. Aquelas mulheres extraordinárias não buscavam roupas finas, conforto, grandes mansões terrenas ou mais posses. Como vocês, elas tinham uma convicção e um testemunho de que o evangelho restaurado de Jesus Cristo era verdadeiro e que o Senhor precisava de que fizessem sua parte no estabelecimento de Seu reino na Terra. Sua busca de retidão pessoal traduzia-se no empenho diário de tornarem-se mais semelhantes ao Salvador, por meio do arrependimento, do estudo das escrituras, da oração, da obediência aos mandamentos, procurando toda coisa “virtuosa, amável, de boa fama ou louvável”.15
2. Fortalecer as famílias e os lares. Nossa segunda responsabilidade é fortalecer as famílias e o lares. No mundo inteiro, a família está sendo atacada e enfraquecida por práticas corruptas e ensinamentos falsos. Portanto, quer sejamos casadas ou solteiras, jovens ou idosas, temos o dever de defender e praticar as verdades que se encontram em “A Família: Proclamação ao Mundo”.
A Primeira Presidência aconselhou: “Por mais dignas e adequadas que sejam outras obrigações ou atividades, não podemos permitir que tomem o lugar dos deveres que nos foram atribuídos por Deus e que só os pais e a família podem desempenhar adequadamente”.16 As crianças que nascem hoje estão crescendo num mundo cada vez mais pecaminoso. Nosso lar precisa ser seu refúgio do contato diário que têm com o mal.
A Sociedade de Socorro deve ser organizada, preparada e mobilizada para fortalecer a família e ajudar o lar a ser um santuário sagrado no mundo. Aprendi isso há vários anos, quando era recém-casada. Meus pais, que eram meus vizinhos, anunciaram que se mudariam para outra parte do mundo. Eu contava com o amparo e o exemplo sábio e encorajador de minha mãe. Mas ela ficaria longe por muito tempo. Isso foi antes de existirem e-mails, aparelhos de fax, telefones celulares e webcams, numa época em que as cartas demoravam muito para chegar. Na véspera de sua partida, sentei-me com ela, chorando, e perguntei: “Quem será minha mãe?” Ela refletiu cuidadosamente e, com o Espírito e o poder da revelação que mulheres como ela recebem, disse: “Se eu nunca voltar, se você nunca mais me vir, se eu nunca mais puder ensinar-lhe outra coisa, apegue-se à Sociedade de Socorro. A Sociedade de Socorro será sua mãe”.
Minha mãe sabia que, se eu ficasse doente, as irmãs cuidariam de mim e que, quando eu tivesse meus bebês, elas me ajudariam. Mas a maior esperança da minha mãe era a de que as irmãs da Sociedade de Socorro seriam líderes vigorosas e espirituais para mim. Comecei, desde aquela época, a aprender muito com mulheres de grande estatura espiritual e fé.
Três mulheres ocuparam o chamado de presidente da Sociedade de Socorro das minhas alas, enquanto meus pais moraram longe. Alta Chamberlain me convidou a dar aulas de administração do tempo e organização do lar para as outras irmãs, talvez porque tivesse notado que eu precisava melhorar essas aptidões. Jeanne Horne me incentivou a terminar meu primeiro estudo pessoal sério do Livro de Mórmon. Recebi de Norma Healey meus primeiros cargos na fábrica de enlatados, e ela me ensinou muito sobre o serviço. Aquelas mulheres maravilhosas compreendiam o propósito da Sociedade de Socorro.
3. Servir ao Senhor e aos Seus filhos. A terceira responsabilidade de todas as mulheres da Igreja é a de servir ao Senhor e aos Seus filhos. É interessante notar que, nos primeiros anos em que minha mãe esteve distante, servi como presidente da Primária da ala, e mais tarde como presidente das Moças da ala. Fui membro do conselho da ala, trabalhando sob a direção do bispado. O Presidente Boyd K. Packer ensinou que “assim como [o serviço de muitos irmãos do Sacerdócio Aarônico] fortalece o Sacerdócio Maior, (…) prestar esse serviço abnegado [nas Moças e na Primária] é demonstrar devoção à Sociedade de Socorro”.17 Quando servimos em outra auxiliar, não somos desobrigadas da irmandade da Sociedade de Socorro. Como não entramos na Sociedade de Socorro nem saímos dela, estamos sempre ligadas ao seu propósito e a suas responsabilidades, tendo a bênção de sempre poder deixar nosso exemplo para os filhos de nosso Pai e de apascentá-los com fé.
A Sociedade de Socorro tem entre seus encargos algumas das mais extraordinárias oportunidades de serviço deste mundo à disposição de todas as irmãs. Em minhas viagens por todo o mundo, vi que milhares e milhares de vocês que não têm atualmente marido ou filhos, são um reservatório incrível de fé, talentos e dedicação. Ninguém está em melhor situação do que vocês para realizar o trabalho do templo, servir em uma missão, ensinar a nova geração e ajudar os que são oprimidos. O Senhor precisa de vocês.
Também me maravilhei com a juventude e energia de vocês que estão saindo do programa das Moças e passando a fazer parte da Sociedade de Socorro. Vi que vocês têm grande anseio no coração de fazer algo de bom neste mundo. Freqüentemente imagino o que poderia acontecer com o trabalho de história da família, por exemplo, se vocês compartilhassem suas habilidades técnicas com as irmãs mais velhas como eu! Simplesmente não podemos dar-nos ao luxo de desperdiçar seu vigor jovem e dinâmico sugerindo que fiquem quietas, vendo mulheres mais velhas e experientes fazerem todo o planejamento, a organização e o trabalho da Sociedade de Socorro.
III. Cumprir o Propósito
Podemos fazer o trabalho do Senhor à maneira Dele quando buscamos, recebemos e seguimos a revelação pessoal. Sem revelação pessoal, não podemos ter sucesso. Se dermos ouvidos à revelação pessoal, não há como fracassarmos. O profeta Néfi ensinou que o Espírito Santo “vos mostrará todas as coisas que deveis fazer”.18 Foi profetizado que nos últimos dias o Senhor derramaria Seu Espírito sobre Suas jovens.19 Isso acontecerá, se nos permitirmos ficar suficientemente quietas e serenas para ouvir a voz do Espírito. O Élder Neal A. Maxwell ensinou que receber revelação para nosso chamado e em nossa vida pessoal “exige um árduo esforço mental de nossa parte. (…) A revelação não acontece apertando botões, mas esforçando-nos, freqüentemente com o auxílio do jejum, do estudo das escrituras e da reflexão pessoal.
Acima de tudo, a revelação exige que tenhamos um nível suficientemente elevado de dignidade pessoal, portanto, de vez em quando, a revelação pode chegar ao justo sem que tenha sido solicitada”.20
IV. Conclusão
O Presidente Spencer W. Kimball declarou, há vários anos, que “há um grande poder nessa organização que ainda não foi plenamente exercido para fortalecer os lares de Sião e edificar o Reino de Deus — nem há de ser até que as irmãs e o sacerdócio compreendam realmente o que é a Sociedade de Socorro”.21 A Sociedade de Socorro foi criada pelo Senhor para organizar, ensinar e inspirar Suas filhas a prepararem-se para as bênçãos da vida eterna. Nosso objetivo é apoiar as mulheres da Igreja em suas responsabilidades individuais, garantindo que todas as reuniões, lições e atividades que realizarmos as ajudem a aumentar sua fé e retidão pessoal, fortalecer sua família e seu lar, e servir ao Senhor e aos Seus filhos.
A única maneira pela qual podemos realizar isso é buscando, recebendo e seguindo a revelação pessoal. O verdadeiro poder dessa grande irmandade mundial está em cada mulher. Embora talvez nos consideremos fracas e incapazes, todas compartilhamos um nobre legado e podemos desenvolver uma fé igual à das mulheres notáveis e fiéis que nos antecederam. Temos um papel vital a desempenhar na edificação do reino de Deus e na preparação para a vinda do Senhor. Na verdade, o Senhor não pode realizar Sua obra sem a ajuda de Suas filhas. Por esse motivo, o Senhor espera que aumentemos nossa oferta. Ele espera que cumpramos como nunca o propósito da Sociedade de Socorro. Sinto-me grata por poder prestar testemunho da veracidade do evangelho restaurado de Jesus Cristo e de que temos hoje um profeta vivo que lidera Sua obra. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
Notas
1. D&C 1:17, 21–23.
2. D&C 133:37.
3. Ver Lucas 10:38–42.
4. Boyd K. Packer, “The Circle of Sisters”,Ensign, novembro de 1980, p. 109.
5. Ver Eliza R. Snow, “Female Relief Society”, Deseret News, 22 de abril de 1868, p. 1.
6. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja — Joseph F. Smith (curso de estudos do Sacerdócio de Melquisedeque e da Sociedade de Socorro, 1998), p. 184.
7. D&C 102:4.
8. Moisés 1:39.
9. Dallin H. Oaks, “O Sacerdócio e as Auxiliares”, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 17.
10. A Primeira Presidência,“Memorandum of Suggestions”, 29 de março de 1940, p. 2.
11. Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 18.
12. D&C 20:47; ver também versículo 51.
13. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph F. Smith, 1998, p. 185.
14. Alma 32:43.
15. Regras de Fé 1:13.
16. Carta da Primeira Presidência, 11 de fevereiro de 1999.
17. Ensign, novembro de 1980, p. 110.
18. 2 Néfi 32:5.
19. Ver Joel 2:29.
20. Neal A. Maxwell, “Revelação”, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 11 de janeiro de 2003, p. 4.
21. Spencer W. Kimball, “Relief Society—Its Promise and Potential”, Ensign, março de 1976, p. 4.

quarta-feira, 9 de março de 2011

História dos Hinos - Irmãs em Sião




Irmãs em Sião
Letra: Emily H. Woodmansee, 1838-1906
Música: Janice Kapp Perry, n. 1938

Referências:
Gálatas 6:2, 9-10
D&C 11:12-14

Simplesmente Maravilhoso se antes eu amava esse hino imaginem agora?

Em 1856, Julia e Emily Hill, duas irmãs que se filiaram à Igreja na Inglaterra quando eram adolescentes e que foram renegadas pela família, conseguiram finalmente pagar a passagem e ir para a América e já quase tinham chegado à sonhada Sião. Elas estavam cruzando as planícies americanas com a Companhia de Carrinhos-de-Mão Willie quando elas e muitos outros ficaram em dificuldades no caminho devido a uma tempestade de neve inesperada em outubro. A irmã Deborah Christensen, bisneta de Julia Hill, contou o seguinte sonho emocionante sobre elas:

“Eu via Julia e Emily desamparadas na neve e ao vento, no alto de Rocky Ridge, com o restante da companhia Willie. Elas não tinham nenhuma roupa que as aquecesse no inverno. Julia estava sentada na neve, tremendo. Ela não conseguia mais andar. Emily, que também estava congelando, sabia que se não ajudasse Julia a se levantar, Julia morreria. Quando Emily colocou os braços em torno da irmã para ajudá-la a se erguer, Julia começou a chorar — mas nenhuma lágrima lhe caía do rosto, apenas o som de fracos soluços. Juntas, caminharam lentamente até seu carrinho de mão. Treze pessoas morreram naquela noite terrível. Julia e Emily sobreviveram”.

Irmãs, se elas não tivessem uma à outra, essas irmãs provavelmente teriam morrido. Além disso, elas ajudaram outras pessoas, inclusive uma jovem mãe e seus filhos, a sobreviverem a essa devastadora parte da viagem. Foi Emily Hill Woodmansee que mais tarde escreveu a linda letra do hino Irmãs em Sião. A estrofe “seus filhos servindo com terno amor” ganha um novo significado quando imaginamos sua experiência nas planícies.

Ideias para Atividades

Segue idéias de atividades para a Sociedade de Socorro

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sugestões Para o Tempo de Música

Para tornar nosso Tempo de Música na Sociedade de Socorro mais significativos sugiro os seguintes temas, que poderão ser trabalhado por projetos ou domingo a domingo:

# Aprender novos hinos ( mesmo do hinário tradicional)
# Conhecer a história dos hinos (isso se encontra no link 5 minutos de música deste blog)
# Aprender como ensinar música para crianças - com brincadeiras lúdicas
# Aprender e conhecer os hinos de nosso país - Esta atividade pode ser feita em setembro em comemoração da Independência, os hinos de nosso país tem histórias interessantes que poderiam ser contadas, sobre seus autores e tal. Depois as irmãs poderiam ouvir esses hinos. Isso pode ser feito no mês inteiro.
#Ouvir música folclorica de acordo com a influencia de imigrantes de sua região.
#Aprender sobre diferentes instrumentos musicais.
#Podemos falar sobre que tipo de musica são edificantes e quais não são.
#No dia das mães ou pais, as irmãs poderiam compartilhar musicas que ouviam de seus pais quando criança.
#Aprender hinos da primaria, moças, de acampamento e outros afins.
#Aprender musicas infantis
#Aprender sobre a historia da música e seus grandes compositores.
#Apenas ouvir uma musica tocada.
#Ensaiar um hino especial para ser apresentado na sacramental ou no Natal
#Aprender sobre regência
#Aprender teoria musical.
#Fazer um atividade musical, onde ao som de uma música as irmãs anotariam sua impressões, "o que aquela musica poderia estar querendo nos falar através da linguagem musical?".
#Ouvir uma musica de autoria de uma das irmãs
#Compreender a influência dos sons no nosso cotidiano, por meio de uma atividade de "limpeza de ouvidos"(as irmãs ficam em silencio absolutos e anota em forma cronológica o som mais próximo até o mais distante)
#Aprender a confeccionar um instrumento com material reciclado (simples e durante determinado tempo, tendo em vista que o tempo de musica é curto)
#Assitir à uma apresentação do Coro do tabernáculo ou outro artista da Igreja.

Sociedade de Socorro - Um Trabalho Sagrado.




Julie B. Beck
Presidente Geral da Sociedade de Socorro
Nosso trabalho é de salvação, de serviço e de santificação das pessoas.


Esta é uma bela reunião das mulheres da Sociedade de Socorro. Desde nossa última reunião geral, tive a bênção de reunir-me com muitas de vocês. Obrigada por seu serviço dedicado e devotado. Nas últimas reuniões gerais da Sociedade de Socorro, ponderamos sobre o vigor e a constância com que as mulheres SUD conhecem e cumprem o propósito da Sociedade de Socorro.1 Hoje, espero fortalecer nosso testemunho e nossa compreensão de que o trabalho da Sociedade de Socorro fundamenta-se na fé. Falarei sobre o propósito deste trabalho e a maneira como devemos realizá-lo.
Sabemos que o propósito da Sociedade de Socorro, como estabelecido pelo Senhor, é preparar as mulheres para as bênçãos da vida eterna, ajudando-as a:
1. aumentar a fé e a retidão pessoal;
2. fortalecer a família e o lar; e
3. servir ao Senhor e a Seus filhos.
A história, o propósito e a obra da Sociedade de Socorro são peculiares entre todas as organizações das mulheres. Em 1942, referindo-se ao centenário da Sociedade de Socorro, a Primeira Presidência da Igreja disse:
“Nenhuma outra organização feminina sobre a Terra teve uma origem assim. (…)
As irmãs [da Sociedade de Socorro] não devem permitir que nenhum tipo de interesse hostil ou competitivo diminua os deveres e as obrigações, os privilégios e as honras, as oportunidades e as realizações inerentes à participação nessa grande sociedade”.2
Considerando que nossa participação na Sociedade de Socorro tem tanta importância, precisamos saber o que nos diferencia de outros grupos ou organizações femininas. Tudo o que fazemos na Sociedade de Socorro tem importância, porque o Pai Celestial e Seu Filho, Jesus Cristo, visitaram Joseph Smith e porque, por seu intermédio, a plenitude do evangelho de Jesus Cristo foi restaurada na Terra. A Sociedade de Socorro faz parte dessa restauração. O Profeta Joseph Smith definiu o propósito da Sociedade de Socorro e instruiu as irmãs quanto a seu propósito, da mesma forma que ensinou, aos líderes do sacerdócio em Kirtland e Nauvoo, o propósito e a obra de seu sacerdócio. Nossa organização continua, hoje em dia, a ser liderada por profetas, videntes e reveladores.
A Sociedade de Socorro é peculiar porque foi organizada segundo o “padrão do sacerdócio”,3 e servimos em âmbito geral e local sob a direção dos líderes do sacerdócio. Trabalhamos em parceria com os líderes do sacerdócio, portadores das chaves que lhes dão autoridade para presidir em nome do Senhor. Trabalhamos à maneira do sacerdócio — isto é, buscamos e recebemos revelação e agimos sob inspiração; tomamos decisões em conselhos; e nos preocupamos com o cuidado das pessoas, individualmente. Temos o mesmo objetivo do sacerdócio: de nos preparar para as bênçãos da vida eterna, fazendo e cumprindo convênios. Portanto, assim como nossos irmãos portadores do sacerdócio, o nosso trabalho também é de salvação, de serviço e de santificação das pessoas.
O Presidente Boyd K. Packer ensinou-nos: “A Sociedade de Socorro possui responsabilidades bastante extensas.
A frequência à reunião de domingo é apenas uma pequena parte de seus deveres. Algumas de vocês ainda não compreenderam isso e deixaram de lado muito do que a Sociedade de Socorro ofereceu todos esses anos: a irmandade e suas partes práticas e caritativas”.
Ele explicou:
“A Sociedade de Socorro, segundo o Profeta [Joseph], foi organizada de acordo com o padrão do sacerdócio. Quando um homem possui o sacerdócio (…) isso requer dedicação e lealdade total. (…)
A associação ao sacerdócio magnifica o homem e o menino. Onde quer que eles estejam, façam o que fizerem, associem-se com quem se associarem, espera-se deles que honrem seu sacerdócio. (…)
Se vocês, irmãs, seguirem o mesmo padrão, (…) servirão a sua organização e a sua causa — a Sociedade de Socorro (…).
O trabalho na Sociedade de Socorro magnifica e santifica cada uma das irmãs, individualmente. Sua associação na Sociedade de Socorro deve estar sempre em sua mente”.4
Trabalhar à Maneira do Senhor
Quando nosso propósito é claro, a consequência natural é que exista uma maneira adequada de cumprir nossas responsabilidades. Vamos examinar como o trabalho fundamentado na fé, feito pela Sociedade de Socorro, deve ser administrado. Um dos mais preciosos bens que todos possuímos é o tempo. A maioria das mulheres tem muitas responsabilidades, e o tempo nunca é suficiente para fazer tudo o que seu coração e sua mente desejam. Demonstramos nosso respeito pelo Senhor e pelas irmãs quando usamos com inspiração o tempo da Sociedade de Socorro.
O Presidente Dieter F. Uchtdorf nos ensinou: “Certa vez, um sábio fez a distinção entre ‘a nobre arte de fazer as coisas’ e ‘a arte mais nobre de deixar de fazer certas coisas’. A verdadeira ‘sabedoria na vida’, ensinou ele, consiste na ‘eliminação do que não é essencial’”. O Presidente Uchtdorf perguntou, então: “Que coisas não essenciais atrapalham seu dia e roubam seu tempo? Que hábitos você desenvolveu, que não servem a um propósito útil? Que coisas não terminadas ou não começadas poderiam dar vigor, significado e alegria a sua vida”?5 Podemos aplicar essas perguntas a todas as reuniões e na obra da Sociedade de Socorro.
Reunião Dominical da Sociedade de Socorro
Realizamos a reunião semanal de nossa sociedade aos domingos, como parte do bloco regular de três horas. É extraordinário pensar que todos os domingos, no mundo inteiro, milhares de grupos de irmãs se reúnem para aumentar a fé, fortalecer a família e coordenar esforços para oferecer auxílio. Nossas reuniões dominicais duram apenas 50 minutos; por isso, começamos essas reuniões cuidando de assuntos essenciais que nos ajudarão a ser mais unidas e eficazes em nosso trabalho da Sociedade de Socorro. Mantemos nossos assuntos breves, dignos e organizados, condizentes com quem somos e com o que devemos fazer.
Assim como as irmãs na primeira reunião da Sociedade de Socorro receberam instruções de profetas e apóstolos, estudamos hoje as palavras dos líderes da Igreja. Que bênção é ter recursos correlacionados que ensinam a doutrina e os princípios que nos ajudam a viver o evangelho em nossa vida e em nosso lar! O trabalho da Sociedade de Socorro baseia-se na fé e, por isso, as aulas são mais eficazes quando o ensino é inspirado, e aquela que prega e aquela que recebe se compreendem uma à outra e ambas são edificadas e juntas se regozijam.6
Outras Reuniões da Sociedade de Socorro
Todas as nossas reuniões e atividades são reuniões das irmãs da Sociedade de Socorro. Já faz alguns anos que temos denominado as outras reuniões da Sociedade de Socorro como reuniões de aprimoramento pessoal, familiar e doméstico. Em resposta a dúvidas quanto à complexidade desse título, bem como às diferentes interpretações do propósito dessas reuniões, decidimos que o uso da expressão “aprimoramento pessoal, familiar e doméstico” será descontinuado a partir deagora. Numa reunião com a Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos, ficou determinado que, em vez de dar um novo título a essas outras reuniões da Sociedade de Socorro, todas as reuniões e atividades serão chamadas a partir de agora, simplesmente de reuniõesda Sociedade de Socorro. Cada reunião da Sociedade de Socorro realizada durante a semana será chamada por qualquer outro nome: reunião de serviço da Sociedade de Socorro, aula, projeto, conferência ou oficina.
Essas outras reuniões podem tornar-se suplementos valiosos à instrução de domingo, especialmente para as irmãs que trabalham na Primária ou nas Moças, ou que não podem participar das reuniões aos domingos. Essas reuniões serão também uma ocasião excelente para trazer nossas amigas de outra religião e para integrar irmãs que não podem participar ativamente na Igreja. Todas as irmãs da Sociedade de Socorro e suas amigas são convidadas a participar. Entretanto, elas não devem sentir que seu comparecimento a essas reuniões adicionais seja obrigatório.
Sob a direção do bispo, a presidência da Sociedade de Socorro da ala pode usar essas reuniões para tratar as necessidades espirituais e materiais das pessoas e famílias da ala e para fortalecer a irmandade e a união.
Quando as irmãs se reúnem na Sociedade de Socorro durante a semana, têm a oportunidade de aprender e realizar tanto atividades práticas quanto caritativas. É nelas que aprenderão a praticar habilidades que aumentarão sua fé e retidão, fortalecerão a família e o lar, e servirão aos necessitados. Tais reuniões têm o objetivo de ser instrumentos para o ensino das habilidades e responsabilidades características das mulheres e das mães no plano do Senhor. É nelas que as mulheres aprendem e aplicam os princípios do viver previdente e da autossuficiência espiritual e material, além de fortalecer a irmandade e a união, ensinando e servindo umas às outras.
A presidente da Sociedade de Socorro da ala supervisiona todas as reuniões da Sociedade de Socorro. Como parte dessa responsabilidade, ela se reúne regularmente com o bispo para decidir como essas reuniões podem ajudar a atender à necessidade das pessoas e famílias da ala.
A presidência da Sociedade de Socorro estuda, em espírito de oração, a frequência com que devem realizar as reuniões da Sociedade de Socorro durante a semana e o lugar onde devem realizá-las. Depois, fazem uma recomendação ao bispo, levando em consideração a disponibilidade de tempo das irmãs, suas condições familiares, a distância e o custo da viagem para elas, os custos financeiros para a ala, a segurança e outras circunstâncias.
Essas reuniões são geralmente realizadas em dias diferentes dos domingos ou das segundas-feiras. Em geral, elas são realizadas mensalmente, mas a presidência da Sociedade de Socorro pode recomendar que as reuniões sejam realizadas com maior ou menor frequência. Deve-se envidar esforços para que sejam realizadas pelo menos trimestralmente. Pelo menos uma irmã da presidência da Sociedade de Socorro da ala deve estar presente em cada reunião. Sob a direção da presidência da estaca, a presidência da Sociedade de Socorro da estaca pode planejar e realizar uma ou duas reuniões em âmbito de estaca por ano para todas as irmãs da Sociedade de Socorro da estaca.7
As líderes da Sociedade de Socorro reúnem-se em espírito de oração para decidir os assuntos que fortalecerão as irmãs e sua família e a melhor maneira de ensinar esses assuntos. A presidente da Sociedade de Socorro assegura-se de que esses planos sejam aprovados pelo bispo. Ela também se assegura de que os planejamentos sejam condizentes com as normas em vigor quanto às atividades e também quanto a finanças. Embora a presidente da Sociedade de Socorro supervisione essas reuniões, ela pode pedir à primeira ou à segunda conselheira que a ajudem. Ela pode recomendar que outra irmã da ala seja chamada para servir como coordenadora da reunião da Sociedade de Socorro para ajudar a presidência a planejá-las e realizá-las.
As reuniões podem ter como foco um tópico ou ser divididas em mais de uma aula ou atividade. Em geral, as professoras nessas reuniões devem ser membros da ala ou da estaca. Todo ano, uma reunião pode celebrar o aniversário da Sociedade de Socorro e ter como foco sua história e seu propósito.
Ao planejar as reuniões da Sociedade de Socorro para dias de semana, as líderes devem dar prioridade aos tópicos que cumprirão os propósitos da Sociedade de Socorro, como: casamento e família; cuidar da casa; viver previdente e autossuficiência; serviço de solidariedade; templo e história da família; compartilhar o evangelho e outros assuntos solicitados pelo bispo.8
Quando planejamos, perguntamos o que o Senhor deseja que aprendamos e em quem nos tornemos para nos preparar para a vida eterna. Na sabedoria do Senhor, cada ala tem características peculiares que nenhuma outra ala tem. Isso pode ser comparado ao DNA, que identifica cada ser humano como único. Cada bispo tem a responsabilidade por sua respectiva ala. Cada presidente da Sociedade de Socorro de uma ala tem o chamado de ajudar o bispo. Cada bispo e presidência da Sociedade de Socorro foram designados, sob a imposição de mãos, para receber inspiração para suas responsabilidades particulares, e não para qualquer outra ala ou grupo de irmãs.
Se trabalharmos com esse entendimento, buscaremos revelação e trabalharemos ao lado do bispo para cumprir os propósitos da Sociedade de Socorro de nossa unidade. O resultado de trabalhar dessa maneira é que, se as irmãs e as famílias precisam ser preparadas para emergências, a Sociedade de Socorro pode organizar, ensinar e inspirar essa preparação. Se as irmãs e as famílias precisam se preparar para ir ao templo, a Sociedade de Socorro pode organizar, ensinar e inspirar as irmãs a fazerem isso. Se o bispo precisa de mulheres adultas solteiras que compartilhem o evangelho e tragam de volta suas amigas à atividade, a Sociedade de Socorro pode organizar, ensinar e inspirar esse trabalho. Se as mães precisam aprender a nutrir e cuidar de seus filhos, a Sociedade de Socorro pode organizar, ensinar e inspirar esse trabalho. Se as irmãs precisam aprender e melhorar suas habilidades para que seu lar se torne um centro de fortalecimento espiritual, a Sociedade de Socorro pode organizar, ensinar e inspirar esse trabalho. Como aconteceu em nossa história, se os líderes do sacerdócio precisam realizar algo significativo, eles podem contar com a Sociedade de Socorro para ajudá-los.
Ao fazermos uso adequado dessas reuniões da Sociedade de Socorro, aumentaremos a capacidade da Sociedade de Socorro de trabalhar vigorosamente com os líderes do sacerdócio em cada unidade. Como disse Joseph Smith em Doutrina e Convênios:
“Que nenhum homem as considere coisas pequenas; porque muito há no futuro, com relação aos santos, que depende dessas coisas.
Sabeis, [irmãs], que um navio muito grande é beneficiado sobremaneira por um pequeno leme, durante uma tempestade, sendo mantido na direção do vento e das ondas”.9
Líderes da Sociedade de Socorro e do sacerdócio, essa mensagem lhes servirá como norma oficial em vigor, quanto às outras reuniões da Sociedade de Socorro. Se tiverem perguntas quanto a qualquer coisa que tivermos ensinado aqui, depois de estudarem essa mensagem, reúnam-se em sua unidade e estaca para descobrir as soluções de que precisam.
Professoras Visitantes
Muito do trabalho essencial que fazemos como Sociedade de Socorro não acontece nas reuniões. Queremos focalizar agora o trabalho das professoras visitantes. Por seguirmos o exemplo e os ensinamentos de Jesus Cristo, valorizamos essa sagrada atribuição de amar, conhecer, servir, compreender, ensinar e ministrar em Seu nome. Esse é um dever que temos na Igreja, onde certamente encontramos a ajuda do Senhor, se a buscarmos. Essa é uma responsabilidade que certamente aumenta nossa fé e nossa retidão pessoal, além de fortalecer nosso lar e nossa família, ao nos tornarmos parceiras do Senhor. Uma irmã nesta Igreja não tem outra responsabilidade — fora a da própria família — que tenha o potencial de fazer tanto bem, quanto a de ser professora visitante.
Devido a ser esse o programa que o Senhor criou para cuidarmos individualmente de Suas filhas, as normas quanto às visitas são aprovadas pela Primeira Presidência, como se encontram descritas no Manual de Instruções da Igreja. Visto que as visitas de professoras visitantes centralizam-se nas irmãs, individualmente, as líderes da Sociedade de Socorro não organizam as mulheres em grupos com o propósito de fazer essas visitas.
O bispo, que é ordenado pastor da ala, não tem condições de cuidar de todas as ovelhas do Senhor de uma só vez. Ele depende de professoras visitantes inspiradas que o ajudem. Sabemos que cada um deve optar por ser amigo de todos em sua ala; mas o bispo e a presidente da Sociedade de Socorro têm a responsabilidade de receber revelação quanto à pessoa que deve ser indicada para cuidar de cada irmã individualmente e fortalecê-la. O ideal seria que cada irmã cuidasse pelo menos de outra irmã na própria ala e a fortalecesse. Temos a bênção de orar por outra irmã e de receber inspiração quanto à maneira que o Senhor deseja que cuidemos de uma de Suas filhas.
A visita de professoras visitantes se torna um trabalho do Senhor quando focalizamos a pessoa, em vez de estatísticas. Na realidade, a visita da professora visitante não termina. Trata-se de uma forma de vida, mais do que uma tarefa. O serviço fiel como professora visitante é uma prova de nosso discipulado. Demonstramos nossa fé e seguimos o padrão estabelecido pelo Senhor ao fazermos o relatório mensal de nossa atribuição. Se o cuidado que dedicamos às irmãs se resumisse em relatar que todas as irmãs da ala ouviram a Mensagem das Professoras Visitantes, publicadas mensalmente na revista A Liahona, seria mais fácil lê-la em voz alta diante de todos durante a reunião sacramental. Nosso relatório é mais útil para o bispo e para a presidente da Sociedade de Socorro quando contém dados sobre o bem-estar espiritual e material das irmãs, e o que temos feito para servi-las e amá-las.
Sou imensamente grata por todas as professoras visitantes que, em todos estes anos, demonstraram sua fé ao me servir, ensinar, fortalecer e amar, de modo inspirado.
Bem-Estar e Serviço de Solidariedade
Nosso serviço de solidariedade e ajuda com as necessidades de bem-estar de pessoas e famílias é outra consequência das visitas de professoras visitantes. A presidente da Sociedade de Socorro conhece a necessidade das pessoas de sua unidade por meio das professoras visitantes e das visitas que ela mesma faz. Às vezes, ela nos organiza para ajudar outras e, às vezes, servimos “de acordo com [nossa] natureza”10, seguindo os sussurros do Espírito Santo. Há muitos anos, aprendi com a irmã Camilla Kimball, esposa do Presidente Spencer W. Kimball, a jamais suprimir um pensamento generoso. Se seguirmos esse conselho, saberemos com certeza que nosso Pai Celestial conhece-nos pessoalmente, pois Ele nos envia para sermos Suas mãos e coração para os necessitados. Se fizermos isso, nossa fé Nele será fortalecida.
Conclusão
Vivemos em uma época feliz e empolgante de crescimento na história da Igreja, e a Sociedade de Socorro também escreve essa história. Joseph Smith disse: “Que todo homem, mulher e criança reconheça a importância da obra e aja como se o sucesso dependesse exclusivamente de si mesmo; que todos tenham interesse por ela e atentem para o fato de que estão vivendo numa época cuja expectativa ardia no peito de reis, profetas e homens justos há milhares de anos — cuja vinda inspirava suas notas mais doces e seus hinos mais exaltados, fazendo com que irrompesse em enlevados versos como os que estão registrados nas escrituras”.11
Regozijo-me por saber que o Senhor nos ama o suficiente para nos guiar neste mundo por meio de profetas, videntes e reveladores, e também por pertencer a uma Igreja dirigida por contínua revelação. Tenho certeza de que, se cada irmã fizer sua parte para garantir que os propósitos da Sociedade de Socorro sejam cumpridos, os anjos nos farão companhia e participaremos de milagres surpreendentes. Comemoramos e damos graças pelo trabalho essencial e sagrado que nos foi confiado. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
Notas
1. Ver Julie B. Beck, “Cumprir o Propósito da Sociedade de Socorro”, A Liahona, novembro de 2008, pp. 108–111; “O Que as Mulheres da Igreja Fazem de Melhor: Permanecem Firmes e Inamovíveis”, A Liahona, novembro de 2007, pp. 109–112.
2. A Primeira Presidência, “To the Presidency, Officers and Members of the Relief Society”, A Centenary of Relief Society: 1842 , (1942), p. 7.
3. Joseph Smith, citado em “Autobiografia”, de Sarah M. Kimball, Woman’s Exponent, 1° de setembro de 1883, p. 51.
4. Boyd K. Packer, “O Círculo de Irmãs”, A Liahona, março de 1981, p. 160.
5. Dieter F. Uchtdorf, “As You Embark upon This New Era” [Ao Embarcarem Nesta Nova Era] , Brigham Young University Speeches, (2009), p. 2; ver também Lin Yutang, The Importance of Living (1937), 162, 10.
6. Ver D&C 50:22.
7. Essas reuniões podem incluir serviço, aulas, projetos, conferências e oficinas. Uma delas pode ser realizada em conjunto com a reunião geral da Sociedade de Socorro. A presidência da Sociedade de Socorro da estaca pode formar comitês para ajudar, de acordo com a necessidade.
8. Para mais orientações quanto a esses tópicos, ver o site reliefsociety.lds.org.
9. D&C 123:15–16.
10. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith (2007), p. 475.
11. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith (2007), p. 151.

Livro de Natal 2010

Mensagem de Natal
" O anseio que todos temos no coração,
na época do Natal e em todas as ocasiões,
é o de estar unidos em amor com a serena
garantia de que isso pode durar para sempre,
(...) Essa é a promessa de vida eterna, que
Deus chamou de o maior de todos os Seus dons.
Isso se tornou possível graças à dádiva de Seu
Amado Filho e os consequentes dons do
nascimento do Salvador, de Sua Expiação e
Ressurreição".

Pres. Henry B. Eyring

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

(Mário Quintana)


Enfeite a árvore de sua vida
com guirlandas de gratidão!

Coloque no coração laços de cetim rosa,
amarelo, azul, carmim,
Decore seu olhar com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante

Em sua lista de presentes
em cada caixinha embrulhe
um pedacinho de amor,
carinho,
ternura,
reconciliação,
perdão!

Tem presente de montão no estoque do nosso coração e não custa um tostão!

A hora é agora! Enfeite seu interior! Sejas diferente! Sejas reluzente!


JOGRAL: Natal de JESUS

Todos - Natal de Jesus.

N - Eu sou a letra N, que significa Natal, ou seja, nascimento. Sim, o nascimento de um Ser Supremo, cujo nome é maravilhoso - Jesus.

A - Eu sou a letra A, que significa ALELUIA, a alegria que houve nos céus quando os anjos cantaram, anunciando o nascimento do Rei dos reis.

T - Eu sou a letra T, que significa o TEMOR, que sentia o rei Herodes ao saber que um suposto adversário tomaria posse do trono.

A - Eu sou a letra A, que significa ALEGRIA, no coração quando o Rei Jesus se torna o Soberano da nossa vida.

L - Eu sou a letra L, que significa LONGANIMIDADE, ou seja, a paciência que Deus teve para com os homens, a fim de vê-los restaurados espiritualmente através do poder de Cristo Jesus.



D - Eu sou a letra D, que significa a natureza DIVINA daquele que foi enviado ao mundo para ser o Salvador dos homens.

E - Eu sou a letra E, que significa ENTRADA para os céus, de todos os pecadores que se arrependem e aceitam ao Senhor Jesus como seu Salvador pessoal.



J - Eu sou a letra J, que significa o nome Jesus. Sim, é o nome mais precioso que existe no Universo e através dele encontramos o caminho para os céus.

E - Eu sou a letra E, que significa ESPERANÇA, aquilo que é essencial ao homem para receber a vida Eterna - Crer.

S - Eu sou a letra S, que significa SALVAÇÃO para todo aquele que crê no unigênito Filho de Deus.

U - Eu sou a letra U, que significa UNIVERSAL. Sim! O amor do nosso Deus é universal e não faz diferença de raça, posição social, nem instrução. Somos iguais perante o nosso Deus e Criador.

S - Eu sou a letra S, que significa SANTO, pois é o alvo para todo aquele que segue a Cristo e nos caminhos traçados por ele, como estão revelados através dos santos Evangelhos.


Todos - Natal de Jesus.

Mulheres Pioneiras Sud

Eliza R. Snow



Eliza R. Snow foi pioneira, e uma das primeiras presidentes da Sociedade de Socorro (uma organização de mulheres Mórmons), presidente do Hospital Deseret, presidente do Departamento das Mulheres e da Casa de Investidura, e escritora. Ela é considerada uma das maiores mulheres da historia Mórmon.
Enquanto muitas pessoas retratem as mulheres pioneiras Mórmons como mansas e meigas, ninguém nunca a acusou disso. Ela repetidamente protestou essa descaracterização. Um mês antes de a legislatura de Utah devolver as mulheres o direito de voto que tinham perdido quando Utah ganhou o status de estado ela disse:
“Nossos inimigos acreditam que, em Utah, as mulheres são mantidas em um estado de vassalagem – que não permite que elas escolham, mas que são coagidas”. Que absurdo!
Agora eu vou perguntar a essa assembleia de senhoras inteligentes, vocês conhecem algum lugar na face da terra, onde as mulheres têm mais liberdade e onde elas gozam de níveis tão altos e privilégios gloriosos como as mulheres Santos dos Últimos Dias? Não! A própria ideia de uma mulher aqui em um estado de escravidão é um absurdo para o bom senso… como mulheres de Deus, ocupando altas posições de responsabilidade, exercendo funções sagradas – mulheres que não se apresentam como ditadoras, mas como conselheiras de seus maridos, e que, no sentido mais nobre e puro de refinadas mulheres, são verdadeiramente suas ajudantes, não só no falar, porque temos o direito conferido pela humanidade e pela justiça! (quoted in Jaynann Morgan Payne, “Eliza R. Snow: First Lady of the Pioneers,” Ensign, Sep 1973, 62
Historias de seu espirito resoluto são bem conhecidas. Quando o governador Boggs do Missouri ordenou aos Mórmons que saíssem do estado e aprovou a ordem de extermínio, ela o confrontou corajosamente, de um modo que não era comum às mulheres de sua época. Ele disse a ela que isso iria cura-la da sua fé. Ela respondeu que precisaria muito mais do que isso para fazê-lo. Ele ficou surpreso e, humilhado por sua resposta respondeu: “Eu devo confessar, você é um melhor soldado do que eu.” Eliza não se sentiu honrada com seu comentário. Em vez disso, ela disse mais tarde que a menos que ele fosse mais parecido com aqueles com quem ela se relacionava, não poderia considerar aquilo um elogio.
Quando o momento chegou de procurar um novo lar, Eliza corajosamente aprendeu a conduzir bois. Ela sabia como lidar com cavalos, mas achava que os bois eram um pouco mais desafiadores, embora logo ela se tornou hábil como qualquer outro homem. Assim que chegou à Cidade do Lago Salgado, ela morou em uma pequena cabana que era coberta por um teto feito de salgueiros e sujeira. Quando chovia, o teto vazava. Pior ainda, ele abrigava ninhos de ratos e descobriu que estava chovendo ratos e lama dentro da sua casa. Em vez de chorar ou gritar, ela simplesmente abriu um guarda-chuva e se sentou embaixo dele durante toda a noite, rindo de uma situação que segundo ela, era engraçada.
Eliza R. Snow nasceu no dia 21 de janeiro de 1804, em Becket, Massachusetts. Seus pais se tornaram membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecidos como Mórmons, no inicio da igreja, e quatro anos depois, Eliza se converteu em 1835 depois que suas orações pessoais para encontrar a verdade foram respondidas. Depois de se unir a igreja, ela mudou-se para Kirtland, Ohio, onde os Mórmons estavam se reunindo. Ela foi professora em uma escola para moças porque Joseph Smith desejava que elas recebessem uma boa educação. Ela logo convenceu seu irmão Lorenzo a aprender hebraico com ela em uma classe ministrada pelo professor Joshua Seixas, mas seu objetivo era ajuda-lo a conhecer Joseph Smith, a quem Lorenzo já tinha ouvido falar. Ele logo se uniu a igreja e mais tarde se tornou presidente dos Mórmons.
Apesar de receber inúmeros pedidos de casamento, ela manteve-se solteira até esse momento. Ela foi selada (casada pela eternidade) a Joseph Smith como uma esposa plural dois anos antes de ele ser assassinado. Ela foi mais tarde, depois da morte de Joseph Smith, casada com Brigham Young somente para o tempo, isso significa que não foi um casamento eterno. Ele respeitava sua inteligência e habilidades de liderança, frequentemente pedindo seu conselho e designando-a a importantes responsabilidades de liderança. Acreditava-se que ela estava casada com ele apenas para garantir seu bem-estar, e apesar de eles não terem um relacionamento de um casamento tradicional ela sempre se sentava a sua direita na mesa de jantar e na hora da oração, e Brigham sempre a procurava por causa de sua sabedoria. Eliza nunca teve filhos.
Eliza era uma notável poeta e escritora, bem conhecida tanto na igreja como pelo mundo. Muitos de seus poemas se transformaram em musicas. Alguns dos mais populares hinos SUD são de sua autoria, publicou vários livros de poesias nos campos secular e religioso. Ela foi particularmente conhecida por seus escritos teológicos assim como patrióticos. Descendente dos primeiros colonos americanos e de um soldado da Guerra de Independência, ela sempre se interessou em adquirir conhecimentos históricos e governamentais. Ela sempre acreditou que poderia ser patriótica mesmo não concordando com algumas politicas governamentais, como aquelas ilegais feitas contra os Mórmons.
Um de seus mais importantes papéis foi ajudar a criar e a reconstruir a Sociedade de Socorro. Quando as mulheres Mórmons decidiram que precisavam iniciar sua própria organização humanitária, nos moldes daqueles que existiam no mundo, elas se aproximaram de Eliza e pediram a ela que escrevesse sua constituição, já que ela era uma escritora. Ela trabalhou duro e quando estava pronta elas o apresentaram a Joseph Smith para aprovação, ele elogiou-o dizendo que era o melhor que já havia visto. Entretanto, ele disse que algo melhor do que uma constituição. Ele propôs organizar as mulheres da igreja no padrão do sacerdócio, significando que sua organização seria estabelecida nos moldes das dos homens. Enquanto os homens precisam do poder do sacerdócio para ministrar aos outros, ele disse, as mulheres serão capazes de fazê-lo somente com a fé, com certeza um grande elogio a sua visão do que as mulheres são capazes de realizar.
As mulheres se organizaram e a esposa de Joseph Smith, Emma, foi chamada como presidente. Elisa serviu como secretaria. Mais trade, a organização foi dissolvida por um tempo, enquanto a igreja estava sem uma sede e em constante movimento. As mulheres continuaram servindo, é claro, mas informalmente. Em 1866, com os Mórmons estabelecidos em Utah sob a direção de Brigham Young, a Sociedade de Socorro foi reorganizada. Brigham Young pediu que Elisa ajudasse as mulheres de cada ala (congregação) a estabelecer apropriadamente o programa. Ela não foi feita oficialmente presidente Geral da Sociedade de Socorro para toda a igreja até 1880, mas certamente ela exercia esse papel. Ela estudou as notas que havia guardado como secretaria da Sociedade de Socorro em Nauvoo, quando foi organizada pela primeira vez para entender qual era o seu trabalho e usou-as para treinar as novas lideres. Ela ajudou-as a seguir o conselho de Brigham Young de se tornarem autossuficientes, encorajando as mulheres a armazenarem grãos para emergências, criar sua própria seda, e obter treinamento médico. Com esta finalidade, as mulheres eram enviadas a escola de medicina em um tempo onde isso era considerado incomum e um pouco controverso e outras eram treinadas como enfermeiras. Na época de sua morte, Elisa tinha ajudado a organizar mais de 300 Sociedades de Socorro.
As Sociedades de Socorro eram organizações poderosas. Elas faziam mais do que servir refeições aos famintos e cuidar dos pobres, os objetivos gerais concebidos pelas mulheres que iniciaram o programa. Sob a direção de Eliza, elas dispuseram bolsas de estudo para a escola de medicina, trabalharam para o sufrágio feminino (na qual as mulheres Mórmons tinham até que Utah se tornou reconhecido como estado e o governo secular o retirar), dirigiu um hospital e um jornal, e realizou uma série ativismo politico.
Ela também ajudou na organização da Primaria para as crianças e da Organização das Moças. Por causa de sua liderança em todas as organizações dirigidas por mulheres, ela foi informalmente conhecida como a “presidentes” assim como a poeta dos Santos.
Elisa disse algumas vezes que ela não desejava ser famosa ou conhecida, mas também não gostaria de ser esquecida. Embora muitas vezes tenha escrito usando pseudônimos masculinos e trabalhou em silencio, mas ao enfrentar os desafios da vida adulta ela escolheu confiar em si mesmo e aceita-los graciosamente, sempre determinada a colocar Deus sempre acima de seus próprios sentimentos e desejos.

EMMA SMITH
u viajei através dos Estados Unidos falando sobre variados tópicos, alguns religiosos, alguns não. Mas esse ano, eu fui designado a falar sobre Joseph Smith e sua amada esposa, Emma para varias alas de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecidos como Mórmons. A noite passada foi uma dessas noites.
Eu tenho quase 45 anos de idade. Nos primeiros 42 anos de minha vida eu fui ensinado de maneira muita negativa sobre Emma Smith. Não pela minha mãe, e eu não posso identificar quem ensinou isso para mim, mas eu sei que através dos anos eu desenvolvi uma atitude muito negativa sobre ela. Quando eu comecei um estudo aprofundado da sua vida, percebi que ela era terrivelmente incompreendida. Não demorou muito para que me ajoelhasse perante o meu Pai Celestial pedindo perdão pela minha atitude e pedindo a ele que passe a minha mais profunda e sinceras desculpas para Emma. Espero que ela me tenha perdoado.
Em D&C 25:2-3 podemos ler:
Dou-te uma revelação com respeito a minha vontade; e se fores fiel e andares nos caminhos da virtude perante mim, preservar-te-ei a vida e receberás uma herança em Sião.
Eis que teus pecados te são perdoados e és uma mulher eleita, a quem chamei.
O Senhor a descreveu como uma mulher eleita, e na verdade ele foi.
Joseph a chamou de “Minha amada Emma – ela que foi minha esposa, mesmo a mulher de minha juventude, e a escolha do meu coração.” (History of the Church, 5:107)
Não há duvidas em minha mente e no meu coração de que o Senhor não teria escolhido uma mulher sem brilho para ser a companheira do Profeta da Restauração. O Senhor escolheu uma mulher da mesma estatura, coração, mente e espirito para andar com ele na mortalidade, Seu profeta escolhido.
Nascida em 10 de julho de 1804, Emma Hale cresceu em Harmony, Pennsylvania. Sendo um pouco moleca, gostava de praticar canoagem no rio Susquehanna entre outras atividades comuns as crianças, na virada do século 19.
“Emma foi bem educada para uma moça da sua época, e era também uma hábil cavaleira. Foi bem preparada nas artes de fiar, tecelar e costura. Ela gostava de seus irmãos e irmãs, ao longo de sua vida tempestuosa, sempre procuro manter-se em contato com eles. Ela e seu pai gozavam de um vinculo muito próximo desde que era uma garotinha. De acordo com Michael Bartlett Morse, marido da irmã de Emma, Tryal, Isaac presenciaram Emma quando tinha apenas seis anos orando por ele, que o fez abandonar o deísmo e abraçar o cristianismo.” (Anderson, Ancestry and Posterity of Joseph Smith and Emma Hale, pp. 300-304)
Mesmo com a tenra idade de seis anos, Emma sabia que a salvação podia ser encontrada seguindo os passos de Jesus Cristo, não o caminho do deísmo ou do ateísmo. Na época em que conheceu Joseph ela era uma estudante cuidadosa das escrituras e sabia ler e escrever, o que não era comum entre as mulheres da sua época. Ela era habilidosa nas artes da cozinha, limpeza, tecelagem, costura, jardinagem e muito mais. Ela tinha um temperamento alegre e útil, era a menina dos olhos do seu pai. O dia que Joseph a conheceu foi o dia em que sua vida virou em direção a um horror mortal e salvação eterna.
Ela foi fiel ao seu marido-profeta até o dia de sua morte, o que não é comumente conhecido entre os Mórmons. Sim, depois do assassinato de Joseph, ela eventualmente casou com outro homem. Mas ele amou Joseph até a sua morte e ansiava por reunir-se a ele.



Emma Smith: Esposa, Mae, Companheira. Parte 2
Joseph e Emma Hale se conheceram quando Joseph estava dividindo quarto com o seu empregador que era conhecido dos pais de Emma. Durante os dois anos que Joseph viveu lá, ele pediu a mão de Emma em casamento mais de uma vez antes que ela finalmente fugisse com ele para se casar em 18 de janeiro de 1827. Ela foi renegada por sua família, seu pai disse a Joseph:
“Você roubou minha filha. Eu teria preferido segui-la até o tumulo.” (Gracia Jones, Emma and Joseph, Covenant Communications, American Fork, 1999 50)
Conhecida por ter um raciocínio rápido, senso de humor, uma profunda compaixão por seus semelhantes, sua lealdade ao marido, família e Deus, um forte sentimento de ousadia e determinação, alegre e trabalhadora, Emma foi muito adequada para ser a esposa, namorada e companheira do Profeta da Restauração.
Em 22 setembro de 1827, Emma acompanhou Joseph até o Monte Cumorah onde as preciosas placas de ouro das quais o Anjo Moroni havia falado foram entregues ao seu cuidado. Daquele dia em diante, a vida se tornou por muitas vezes perigosa e desesperadora, enquanto Joseph e Emma tentavam proteger e preservar o antigo registro confiado a Joseph para ser traduzido.
Profundamente apaixonados um pelo outro eles tentaram construir uma vida juntos a despeito da constante perseguição. Emma serviu, como professore e estudiosa das escrituras, até ficar gravida e doente para continuar, como escrevente de seu marido na tradução do Livro de Mórmon. Em certo ponto, quando Joseph estava fazendo a tradução, ele parou e então perguntou:
“Emma? Jerusalém possuía muralhas ao redor da cidade?” Quando ela respondeu que sim, ele replicou: “Ah, eu pensei que estava errado.”
Para mim isso indica o quanto ele confiava nela; Joseph a amava honrava e a admirava muito. Martin Harris que seria uma das três testemunhas substituiu Emma como escrevente.
Enquanto Emma permaneceu doente, tanto física quanto emocionalmente, depois do nascimento e morte de seu primeiro filho, Joseph cuidou dela carinhosamente, enquanto estavam de luto pela perda de seu filho. Depois de algumas semanas ele notou que Martin Harris não havia retornado com as 116 paginas do manuscrito traduzido, que havia levado para mostrar a sua amarga e raivosa esposa. Assim que Emma melhorou, ele partiu para a casa de Martin, em Nova Iorque para recuperar as paginas.
Esse foi o inicio de um padrão que continuaria durante todo o seu casamento. Enquanto Joseph cuidava dos detalhes da restauração do reino de Deus sobre a terra, tarefa nada fácil, Emma cuidada para que o amor entre eles continuasse vivo, fazendo sua parte, assim como Joseph fazia a parte dele.
Das placas de ouro, eventualmente traduzidas e publicadas como o Livro de Mórmon, Emma disse:
“As Placas frequentemente estavam em cima da mesa, sem qualquer artifício para escondê-las, enroladas em uma pequena toalha que eu havia dado para envolvê-las. Uma vez eu pude senti-las enquanto estavam sobre a mesa, com o seu contorno e forma. Elas pareciam ser flexíveis como um papel grosso, e faziam um som metálico quando as bordas eram movidas pelo polegar, como se faz às vezes ao folhear com o polegar as paginas de um livro.” (Gracia Jones, Emma and Joseph, Covenant Communications, American Fork, 1999 37)
Isso demonstra a integridade de uma mulher que foi a companheira e colaboradora do profeta da restauração, Joseph Smith Jr. A ela foi ordenado que não visse as placas, e ela não as viu. Juntos, Joseph e Emma combateram todos aqueles que vieram contra eles, levaram a obra do Senhor avante e amaram um ao outro ao atravessarem tudo isso.
Emma Smith: Mulher Eleita Incompreendida
Através da historia Emma Smith acabou sendo incompreendida. Nunca, em nenhum momento de sua vida ela se voltou contra o profeta ou o não apoiou em seu chamado profético.
Em D&C 25:2-3 lemos:
2 Dou-te uma revelação com respeito a minha vontade; e se fores fiel e andares nos caminhos da virtude perante mim, preservar-te-ei a vida e receberás uma herança em Sião.
3 Eis que teus pecados te são perdoados e és uma mulher eleita, a quem chamei.
O próprio Senhor a descreveu como uma mulher eleita, e de fato ela era. Joseph
Joseph a chamou de “Minha amada Emma – ela que foi minha esposa, mesmo a mulher de minha juventude, e a escolha do meu coração.” (History of the Church, 5:107)
Nascida em 10 de julho de 1804, Emma Hale cresceu em Harmony, Pennsylvania. Eles se conheceram quando Joseph estava dividindo quarto com o seu empregador que era conhecido dos pais de Emma. Durante os dois anos que Joseph viveu lá, ele pediu a mão de Emma em casamento mais de uma vez antes que ela finalmente fugisse com ele para se casar em 18 de janeiro de 1827
Profundamente apaixonados um pelo outro eles tentaram construir uma vida juntos a despeito da constante perseguição. Emma serviu, como professore e estudiosa das escrituras, até ficar gravida e doente para continuar, como escriba de seu marido na tradução do Livro de Mórmon. Em certo ponto, quando Joseph estava fazendo a tradução, ele parou e então perguntou:
“Emma? Jerusalém possuía muralhas ao redor da cidade?” Quando ela respondeu que sim, ele replicou: “Ah, eu pensei que estava errado.”
Para mim isso indica o quanto ele confiava nela; Joseph a amava honrava e a admirava muito.
Em 1830 a esposa de sua juventude foi pedido pelo Senhor que organizasse um hinário com o qual os santos pudessem cantar hinos de louvor. Emma cumpriu esse chamado com grande diligencia no prazo de cinco anos. Até os nossos dias o hinário que usamos para cantar ainda contem uma grande parte das canções originais que Emma escolheu.
Uma esposa e mãe devotada, ela seguiu Joseph enquanto se mudavam de estado em estado por causa da perseguição de homens iníquos e corruptos. Enquanto ele estava, primeiro na cadeia de Richmond e depois na cadeia de Liberty, ela cuidava de suas crianças, escrevia fielmente ao seu marido e fazia tudo o que podia para ser a esposa e a mãe que ele precisava que ela fosse.
Emma foi uma esposa e mãe (de seis crianças falecidas e de cinco vivos), professora, escrevente, padeira, cozinheira, jardineira e confidente do profeta de Deus. Mulher eleita? Eu penso que sim.
Em 17 de março de 1842 Emma Hale se tornou a primeira Presidente Geral da Sociedade de Socorro e desenvolveu uma forte organização para mulheres que hoje conta com dezenas de milhares de membros. E que possuiu dois grandes propósitos: Proporcionar alivio aos pobres e necessitados e trazer pessoas a Cristo.
Ela iniciou sua irmandade sob a direção do profeta, seu marido e do Senhor. Hoje ela ajuda as irmãs a:
Aumentar seu testemunho de Jesus Cristo através da oração e estudo das escrituras.
Procurar fortalecimento espiritual ao seguir os sussurros do espirito Santo.
Dedicar a si mesmos para fortalecer o casamento, famílias e lares.
Valorizar a nobreza da maternidade e a alegria na feminilidade.
Se deleitar no serviço e boas obras.
Aprender e amar a vida.
Defender a verdade e a retidão.
Apoiar o sacerdócio como a autoridade de Deus na terra.
Regozijar-se nas bênçãos do templo. Compreender seu destino divino e lutar pela exaltação. – Sociedade de Socorro, www.lds.org
Como podemos menosprezar uma mulher que por meio de seu trabalho duro, dedicação e abnegação nos deu tudo isto? Emma sempre cuidou dos santos doentes e sem casa assim como da família de Joseph.
Antes de Joseph ser tirado dela pela ultima vez, ele abraçou sua esposa e filhos pela ultima vez e pediu a Emma que criasse seus na igreja. E ela prometeu faze-lo.
Apenas dias depois, em 27 de junho de 1844 as 17:45 da tarde, balas de revolveres atravessavam a carne de seu amado esposo e cunhado, o homem que ela havia amado, honrado e seguido através de todos os desafios e tribulações, foi dela arrancado.
Completamente devastada, Emma escolheu não seguir a oeste com os santos e permanecer em Nauvoo para continuar a cuidar de sua sogra, Lucy Mack Smith, e seus cinco filhos a quem ela acreditava que não sobreviveria a viagem.
Ao contrario do que tem sido relatado ao longo dos anos, ela nunca negou Joseph como um profeta de Deus. E ela nunca negou a veracidade do evangelho de que seu marido tinha morrido para restaurar.
Os filhos de Joseph Smith Jr. não foram desviados por sua mãe, mas por seu tio, irmão de Joseph Smith, William (o ultimo irmão vivo de Joseph Smith Jr.), que ajudou a formar a Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, agora conhecida como A Igreja de Cristo, e mais tarde agraciado como Joseph Smith III como líder. Ele acreditava piamente em uma liderança linear, de pai para filho, ao invés de uma liderança escolhida pelo poder de revelação.
A mãe de Joseph disse:
“Eu nunca vi uma mulher em toda a minha vida, que suportaria toda espécie de fadiga e sofrimento, meses após meses, ano após ano, possuindo uma coragem inabalável, zelo e paciência, em tudo o que faz, e eu sei o que ela teve de suportar – ela foi jogada em um oceano de incertezas – ela atravessou tempestades de perseguições e a fúria dos homens e demônios, que teria causado a queda de quase qualquer outra mulher.” (Gracia N. Jones, “Emma Hale Smith,” Ensign, Aug. 1992, 36).
O Senhor disse a Emma em sua benção patriarcal:
“Emma … tu és abençoado pelo Senhor, por sua fidelidade e sinceridade, tu serás abençoada junto com seu marido, e regozijar-se com a gloria que vira sobre ele. Tua alma tem sido afligida por causa da maldade dos homens que tentam destruir o teu companheiro, e que sua alma se apegue a oração pela sua libertação, alegrai-vos, porque o Senhor teu Deus ouviu tua suplica. Estas entristecida pela dureza de coração da casa de teus pais, e tu ansiava pela salvação deles. O Senhor ouvira suas lagrimas e por meio de seus julgamentos fara com que alguns deles vejam sua loucura e se arrependam de seus pecados, mas será por meio da aflição que eles serão salvos. Viveras muitos dias, sim, o Senhor te poupara até quando seja satisfeito e então veras o teu Redentor. Teu coração se alegrara na grande obra do Senhor, e ninguém tomara a tua alegria de ti. Sempre se lembre da grande condescendência do teu Deus em permitir-te acompanhar o meu filho (Joseph), quando o anjo entregou o registro dos nefitas aos seus cuidados … Tu serás abençoada com compreensão, poder para instruir as mulheres, ensine a tua família a retidão e aos teus pequeninos o modo de vida, e os anjos te guardaram e serás salva no reino de Deus, que assim seja, Amém.” Gracia N. JonesEmma and Joseph: Their Divine Mission, American Fork 1999
Nos últimos dias de sua vida, Emma presto seu testemunho aos seus filhos:
“Ela disse a eles que participou dos eventos da Restauração, incluindo ‘a tradução das placas.’ Ela não tinha duvidas de que o Livro de Mórmon era de ‘autoridade divina’ e disse também que a tradução do Livro de Mórmon foi ‘uma obra maravilhosa e um assombro’ segundo ela. Ela afirmou que sabia que o evangelho era verdadeiro e que a Igreja havia sido estabelecida por orientação divina.” (Gracia N. Jones, “Emma Hale Smith,” Ensign, Aug. 1992, 36)
Eu gostaria de adicionar meus sentimentos pessoais a respeito de Emma no qual desenvolvi no curso do meu estudo sobre a sua vida. Eu acredito, com todo o meu coração, que Emma merece o titulo de “mulher eleita.” Eu, junto com muitos outros, a julgava severamente por causa de relatos falsos com os quais eu cruzei na minha juventude. Quando eu comecei a perceber de que como eu estava errado em julgar esta mulher, fiquei devastado. Eu pedi ao meu Pai Celestial para dizer a ela do meu arrependimento e minha tristeza, mesmo a minha tristeza sobre a dureza do meu coração a respeito dela. Eu pedi perdão a ela quando o Espirito me sussurrou que ela havia sido tão mal compreendida. Eu tenho certeza que agora ela esta ao lado de Joseph. Eles estão agora unidos pela eternidade. Eu acredito que seja assim.
Emma foi a escolha do coração de Joseph e, sem duvida, continua a ser assim hoje.

Através da historia Emma Smith acabou sendo incompreendida. Nunca, em nenhum momento de sua vida ela se voltou contra o profeta ou o não apoiou em seu chamado profético.
Em D&C 25:2-3 lemos:
2 Dou-te uma revelação com respeito a minha vontade; e se fores fiel e andares nos caminhos da virtude perante mim, preservar-te-ei a vida e receberás uma herança em Sião.
3 Eis que teus pecados te são perdoados e és uma mulher eleita, a quem chamei.
O próprio Senhor a descreveu como uma mulher eleita, e de fato ela era. Joseph
Joseph a chamou de “Minha amada Emma – ela que foi minha esposa, mesmo a mulher de minhajuventude, e a escolha do meu coração.” (History of the Church, 5:107)
Nascida em 10 de julho de 1804, Emma Hale cresceu em Harmony, Pennsylvania. Eles se conheceramquando Joseph estava dividindo quarto com o seu empregador que era conhecido dos pais de Emma.Durante os dois anos que Joseph viveu lá, ele pediu a mão de Emma em casamento mais de uma vez antesque ela finalmente fugisse com ele para se casar em 18 de janeiro de 1827.
Profundamente apaixonados um pelo outro eles tentaram construir uma vida juntos a despeito daconstante perseguição. Emma serviu, como professore e estudiosa das escrituras, até ficar gravida e doentepara continuar, como escriba de seu marido na tradução do Livro de Mórmon. Em certo ponto, quandoJoseph estava fazendo a tradução, ele parou e então perguntou:
“Emma? Jerusalém possuía muralhas ao redor da cidade?” Quando ela respondeu que sim, ele replicou: “Ah, eu pensei que estava errado.”
Para mim isso indica o quanto ele confiava nela; Joseph a amava honrava e a admirava muito.
Em 1830 a esposa de sua juventude foi pedido pelo Senhor que organizasse um hinário com o qual os santos pudessem cantar hinos de louvor. Emma cumpriu esse chamado com grande diligencia no prazo de cinco anos. Até os nossos dias o hinário que usamos para cantar ainda contem uma grande parte dascanções originais que Emma escolheu.
Uma esposa e mãe devota, ela seguiu Joseph enquanto se mudavam de estado em estado por causa da perseguição de homens iníquos e corruptos. Enquanto ele estava, primeiro na cadeia de Richmond e depois na cadeia de Liberty, ela cuidava de suas crianças, escrevia fielmente ao seu marido e fazia tudo o que podia para ser a esposa e a mãe que ele precisava que ela fosse.
Emma foi uma esposa e mãe (de seis crianças falecidas e de cinco vivos), professora, escrevente, padeira,
cozinheira, jardineira e confidente do profeta de Deus. Mulher eleita? Eu penso que sim.
Em 17 de março de 1842 Emma Hale se tornou a primeira Presidente Geral da Sociedade de Socorro e desenvolveu uma forte organização para mulheres que hoje conta com dezenas de milhares de membros.E que possuiu dois grandes propósitos: Proporcionar alivio aos pobres e necessitados e trazer pessoas a Cristo.
Ela iniciou sua irmandade sob a direção do profeta, seu marido e do Senhor. Hoje ela ajuda as irmãs a:
Aumentar seu testemunho de Jesus Cristo através da oração e estudo das escrituras.
Procurar fortalecimento espiritual ao seguir os sussurros do espirito Santo.
Dedicar a si mesmos para fortalecer o casamento, famílias e lares.
Valorizar a nobreza da maternidade e a alegria na feminilidade.
Se deleitar no serviço e boas obras.
Aprender e amar a vida.
Defender a verdade e a retidão.
Apoiar o sacerdócio como a autoridade de Deus na terra.
Regozijar-se nas bênçãos do templo. Compreender seu destino divino e lutar pela exaltação. – Sociedadede Socorro, www.lds.org
Como podemos menosprezar uma mulher que por meio de seu trabalho duro, dedicação e abnegação nos deu tudo isto? Emma sempre cuidou dos santos doentes e sem casa assim como da família de Joseph.
Antes de Joseph ser tirado dela pela ultima vez, ele abraçou sua esposa e filhos pela ultima vez e pediu aEmma que criasse seus filhos na igreja. E ela prometeu faze-lo.
Apenas dias depois, em 27 de junho de 1844 as 17:45 da tarde, balas de revolveres atravessavam a carne de seu amado esposo e cunhado, o homem que ela havia amado, honrado e seguido através de todos os desafios e tribulações, foi dela arrancado.
Completamente devastada, Emma escolheu não seguir a oeste com os santos e permanecer em Nauvoo para continuar a cuidar de sua sogra, Lucy Mack Smith, e seus cinco filhos a quem ela acreditava que não sobreviveria a viagem.
Ao contrario do que tem sido relatado ao longo dos anos, ela nunca negou Joseph como um profeta deDeus. E ela nunca negou a veracidade do evangelho de que seu marido tinha morrido para restaurar.
Os filhos de Joseph Smith Jr. não foram desviados por sua mãe, mas por seu tio, irmão de Joseph Smith,William (o ultimo irmão vivo de Joseph Smith Jr.), que ajudou a formar a Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, agora conhecida como A Igreja de Cristo, e mais tarde agraciado como JosephSmith III como líder. Ele acreditava ampiamente em uma liderança linear, de pai para filho, ao invés de uma liderança escolhida pelo poder de revelação.
A mãe de Joseph disse:
“Eu nunca vi uma mulher em toda a minha vida, que suportaria toda espécie de fadiga e sofrimento, mesesapós meses, ano após ano, possuindo uma coragem inabalável, zelo e paciência, em tudo o que faz, e eu sei o que ela teve de suportar – ela foi jogada em um oceano de incertezas – ela atravessou tempestades de perseguições e a fúria dos homens e demônios, que teria causado a queda de quase qualquer outramulher.” (Gracia N. Jones, “Emma Hale Smith,” Ensign, Aug. 1992, 36).
O Senhor disse a Emma em sua benção patriarcal:
“Emma … tu és abençoada pelo Senhor, por tua fidelidade e sinceridade, tu serás abençoada junto com teu marido, e regozijar-te com a gloria que vira sobre ele. Tua alma tem sido afligida por causa da maldade dos homens que tentam destruir o teu companheiro, e que tua alma se apegue a oração pela sua libertação,alegrai-vos, porque o Senhor teu Deus ouviu tua suplica. Esta entristecida pela dureza de coração da casa de teus pais, e tu ansiava pela salvação deles. O Senhor ouvira tuas lagrimas e por meio de seus julgamentos fara com que alguns deles vejam sua loucura e se arrependam de seus pecados, mas será por meio da aflição que eles serão salvos. Viveras muitos dias, sim, o Senhor te poupara até quando seja satisfeito e então veras o teu Redentor. Teu coração se alegrara na grande obra do Senhor, e ninguém tomara a tua alegria de ti. Sempre te lembre da grande condescendência do teu Deus em permitir-te acompanhar o meu filho (Joseph), quando o anjo entregou o registro dos nefitas aos seus cuidados … Tu serás abençoada com compreensão, poder para instruir as mulheres, ensine a tua família a retidão e aos teus pequeninos o modo de vida, e os anjos te guardaram e serás salva no reino de Deus, que assim seja,Amém.” Gracia N. JonesEmma and Joseph: Their Divine Mission, American Fork 1999
Nos últimos dias de sua vida, Emma presto seu testemunho aos seus filhos:
“Ela disse a eles que participou dos eventos da Restauração, incluindo ‘a tradução das placas.’ Ela não tinha duvidas de que o Livro de Mórmon era de ‘autoridade divina’ e disse também que a tradução do Livro de Mórmon foi ‘uma obra maravilhosa e um assombro’ segundo ela. Ela afirmou que sabia que o evangelho era verdadeiro e que a Igreja havia sido estabelecida por orientação divina.” (Gracia N. Jones, “Emma HaleSmith,” Ensign, Aug. 1992, 36)
Eu gostaria de adicionar meus sentimentos pessoais a respeito de Emma no qual desenvolvi no curso do meu estudo sobre a sua vida. Eu acredito, com todo o meu coração, que Emma merece o titulo de “mulher eleita.” Eu, junto com muitos outros, a julgava severamente por causa de relatos falsos com os quais eu cruzei na minha juventude. Quando eu comecei a perceber de que como eu estava errado em julgar esta mulher, fiquei devastado. Eu pedi ao meu Pai Celestial para dizer a ela do meu arrependimento e minha tristeza, mesmo a minha tristeza sobre a dureza do meu coração a respeito dela. Eu pedi perdão a ela quando o Espirito me sussurrou que ela havia sido tão mal compreendida. Eu tenho certeza que agora ela esta ao lado de Joseph. Eles estão agora unidos pela eternidade. Eu acredito que seja assim.
Emma foi a escolha do coração de Joseph e, sem duvida, continua a ser assim hoje.
oseph e Emma Hale se conheceram quando Joseph estava dividindo quarto com o seu empregador queera conhecido dos pais de Emma. Durante os dois anos que Joseph viveu lá, ele pediu a mão de Emma emcasamento mais de uma vez antes que ela finalmente fugisse com ele para se casar em 18 de janeiro de1827. Ela foi renegada por sua família, seu pai disse a Joseph:
“Você roubou minha filha. Eu teria preferido segui-la até o tumulo.” (Gracia Jones, Emma and Joseph,Covenant Communications, American Fork, 1999 50)
Conhecida por ter um raciocínio rápido, senso de humor, uma profunda compaixão por seus semelhantes,sua lealdade ao marido, família e Deus, um forte sentimento de ousadia e determinação, alegre etrabalhadora, Emma foi muito adequada para ser a esposa, namorada e companheira do Profeta daRestauração.
Em 22 setembro de 1827, Emma acompanhou Joseph até o Monte Cumorah onde as preciosas placas deouro das quais o Anjo Moroni havia falado foram entregues ao seu cuidado. Daquele dia em diante, a vidase tornou por muitas vezes perigosa e desesperadora, enquanto Joseph e Emma tentavam proteger epreservar o antigo registro confiado a Joseph para ser traduzido.
Profundamente apaixonados um pelo outro eles tentaram construir uma vida juntos a despeito daconstante perseguição. Emma serviu, como professore e estudiosa das escrituras, até ficar gravida e doentepara continuar, como escrevente de seu marido na tradução do Livro de Mórmon. Em certo ponto, quandoJoseph estava fazendo a tradução, ele parou e então perguntou:
“Emma? Jerusalém possuía muralhas ao redor da cidade?” Quando ela respondeu que sim, elereplicou: “Ah, eu pensei que estava errado.”
Para mim isso indica o quanto ele confiava nela; Joseph a amava honrava e a admirava muito. Martin Harrisque seria uma das três testemunhas substituiu Emma como escrevente.
Enquanto Emma permaneceu doente, tanto física quanto emocionalmente, depois do nascimento e mortede seu primeiro filho, Joseph cuidou dela carinhosamente, enquanto estavam de luto pela perda de seufilho. Depois de algumas semanas ele notou que Martin Harris não havia retornado com as 116 paginasdo manuscrito traduzido, que havia levado para mostrar a sua amarga e raivosa esposa. Assim que Emmamelhorou, ele partiu para a casa de Martin, em Nova Iorque para recuperar as paginas.
Esse foi o inicio de um padrão que continuaria durante todo o seu casamento. Enquanto Joseph cuidavados detalhes da restauração do reino de Deus sobre a terra, tarefa nada fácil, Emma cuidada para que oamor entre eles continuasse vivo, fazendo sua parte, assim como Joseph fazia a parte dele.
Das placas de ouro, eventualmente traduzidas e publicadas como o Livro de Mórmon, Emma disse:
“As Placas frequentemente estavam em cima da mesa, sem qualquer artifício para escondê-las, enroladasem uma pequena toalha que eu havia dado para envolvê-las. Uma vez eu pude senti-las enquanto estavamsobre a mesa, com o seu contorno e forma. Elas pareciam ser flexíveis como um papel grosso, e faziam umsom metálico quando as bordas eram movidas pelo polegar, como se faz às vezes ao folhear com o polegar
as paginas de um livro.” (Gracia Jones, Emma and Joseph, Covenant Communications, American Fork, 199937)
Isso demonstra a integridade de uma mulher que foi a companheira e colaboradora do profeta darestauração, Joseph Smith Jr. A ela foi ordenado que não visse as placas, e ela não as viu. Juntos, Joseph eEmma combateram todos aqueles que vieram contra eles, levaram a obra do Senhor avante e amaram umao outro ao atravessarem tudo isso.

Mary Fielding Smith

Mary Fielding Smith foi esposa de Hyrum Smith. Hyrum foi o irmão de Joseph Smith, o primeiro profeta de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, seus membros são conhecidos como os Mórmons. Os irmãos foram assassinados ainda jovens, deixando jovens viúvas e filhos.
Mary Fielding Smith não deixou as dificuldades que tinha enfrentado ou aquelas que enfrentariam no futuro como viúva em uma igreja constantemente ameaçada pela perseguição e morte desanima-la ou destruir sua fé. Ela aceitou que outras pessoas poderiam ser capazes de causar-lhe problemas que ela não podia controlar, ela poderia estar entre um grupo odiado, porém ela ainda poderia controlar uma grande parte de sua vida. Assim como muitas outras mulheres pioneiras, ela demonstrou uma coragem e fé extraordinária mesmo através dos maiores desafios.
Mary não foi deixada sozinha somente para cuidar se seu filho, mas também para ajudar doentes ou deficientes que seu marido cuidava antes de sua morte. Os Mórmons foram forçados a deixarem sua cidade no Illinois. Mary levou sua família para Winter Quarters e então eles se mudaram para Lago Salgado. Muitos de seus familiares já haviam partido na frente em 1847, mas na primavera de 1848, Mary estava determinada a se unir a eles. Ela tinha dois filhos, mas nenhuma outra ajuda real.
Enquanto se preparava para a viagem, ela e seu irmão, Joseph Fielding, viajaram a St. Joseph no Missouri que ficava a 80 km de distancia para comprar mantimentos para o inverno e para a viagem futura ao Vale do Lago Salgado em Utah. Eles compraram dois carroções e duas juntas de bois para cada carroção. Seu filho de nove anos, Joseph F. Smith, que mais tarde se tornaria o presidente dos Mórmons, foi com eles. Era uma viagem muito difícil, cheia de estradas ruins e tempo ruim. Ao retornar a casa eles pararam param acampar ao lado de uma nascente, de onde podiam ver toda a pradaria. Eles observaram um rebanho de gado de corte acampado nas proximidades, então eles decidiram não deixar seu gado solto para não correr o risco de ter o seu gado levado junto com o outro quando aquele grupo partisse. Eles mantiveram seus animais com os jugos e os deixaram pastando. Entretanto, na manhã seguinte, muitos de seus melhores bois haviam desaparecido. Os dois Josephs foram imediatamente procura-los na úmida pradaria. Algumas horas depois eles retornaram, praticamente exaustos, e encontraram Mary ajoelhada em oração. Seu filho mais velho se aproximou dela calmamente e ouviu sua suplica a Deus, pedindo que os bois retornassem e eles pudessem partir em segurança a casa. Quando ela se levantou, ele notou um sorriso tranquilo em sua face, enchendo-o de esperança.
Seu tio não era assim tão esperançoso. Ele disse a Mary que os bois haviam indo embora, provavelmente levados com o gado de corte, apesar dos esforços de mantê-los separados. Mary sorriu e simplesmente disse a eles para fazer o desjejum que ela havia preparado, enquanto ela iria fazer uma pequena caminhada para ver se os encontrava. O seu irmão ficou surpreso. Afinal de contas, eles já haviam passado horas procurando. Como ela poderia encontra-los apenas com uma curta caminhada? Mesmo assim, Mary foi. A pessoa encarregada do gado de corte a viu e foi até ela dizer que tinha visto o gado. E apontou a direção onde o gado poderia estar, porém, para sua surpresa, ela continuou o caminho que estava fazendo, na direção oposta.
O jovem Joseph ficou preocupado pela segurança de sua mãe, e acompanhou seu progresso enquanto comia. Logo ele viu ela se aproximar. Ele e seu tio foram apressadamente encontra-la, John correu e chegou primeiro. Ela apontou para os bois, que haviam ficado presos em uma moita de salgueiros no fundo de uma ravina, completamente ocultos da vista. O filho de Mary sempre se lembrou dessa historia como uma de suas primeiras experiências sobre o poder da oração.
Ela não tinha bois suficientes para puxar os carroções e não possuía dinheiro suficiente para compra-los, mas ele não desistiu de seus planos. Sem bois suficientes, ela rapidamente uniu dois carroções e os enganchou a duas vacas e até bezerros. Eles não eram fortes o suficiente para puxar a carga, ao que parece, mas foi assim que eles montaram. Houve desafios de todos os tipos, incluindo ficarem atolados na lama e lidarem com equipamentos quebrados. Seus bois enfrentaram e lutaram com os morros. Tudo isso aconteceu antes mesmo de chegarem a Elk Horn, onde os Santos, como os Mórmons se chamavam, se reuniam para organizar a viagem em companhias. E quando chegou se apresentou pronta para partir.
Capitão Smith soube que ela tinha sete carroções, mas apenas quatro juntas de bois, vacas e alguns bezerros, e disse a ela que era tolice tentar viajar nessas condições. Ele disse que ela iria acabar sendo um fardo para os homens, que teriam de cuidar e ajudar. No entanto, ela disse com firmeza ao capitão: “Eu irei chegar primeiro ao Vale, e também não pedirei nenhuma ajuda a vocês!”
A primeira coisa que ela fez foi comprar, a credito, mais bois das famílias que não seriam capazes de realizar a viagem naquele ano. Ela estava agora muito mais preparada, mas o capitão, que não tinha senso de humor, não estava satisfeito com a maneira que Mary desafiava seus conselhos ou de haver desafia-lo dizendo que chegaria primeiro ao vale. Ele parecia determinado a certificar-se que sua determinação não se tornasse realidade, tornando a viagem tão desagradável quanto possível. Ela respondeu a isso orando e o ignorando, se recusando a ficar deprimida.
Em um dia extremamente quente, um de seus bois inesperadamente caiu no chão sofrendo de espasmos. Um dos homens que vieram para ver o que havia de errado achara que o boi havia sido envenenado. O capitão rapidamente disse que o boi estava morto e disse que a despeito da resignação ou triunfo eles teriam que descobrir uma maneira de levar Mary e sua família junto com o grupo. Ele então lembrou a ela de que havia dito que ela acabaria se tornando um fardo.
Mary não era de desistir assim tão facilmente. Os Mórmons ensinam que os membros do sacerdócio, que são portados por homens dignos, podem curar através do poder de Jesus Cristo. Eles o fazem por meio de dois ou mais homens que em circulo se posicionam ao redor da pessoa doente, colocando uma gota de óleo consagrado na cabeça da pessoa, e então eles oram pedindo seu restabelecimento ou para que a vontade de Deus seja feita, dependendo do que a pessoa que diz a oração se sinta inspirada ao dizer. Mary lembrando-se disso e pensando que naquela situação desesperadora, onde precisava do boi para cumprir o mandamento de Deus de se reunir no Vale, que Deus poderia também curar o seu boi.
Ela rapidamente encontrou óleo consagrado e pediu a alguns dos homens que dessem ao boi uma benção do sacerdócio ou uma oração normalmente dada aos humanos doentes. Eles concordaram. O momento da oração começou, o boi se levantou e continuou o seu caminho, tão saudável quanto antes.
Enquanto eles cruzavam as Grandes Montanhas, viram o Vale do Lago Salgado pela primeira vez. Eles estavam ansiosos para chegar rapidamente, então a companhia viajou até tarde. Os bois foram soltos para pastar. Entretanto, quando eles se levantaram pela manhã, alguns dos bois de Mary haviam sumido. John o filho de Mary foi procura-los, porque eram essenciais a viagem. Entretanto, o capitão, mesmo sabendo que os bois de Mary haviam desaparecido, ordenou a companhia que saísse mais cedo do que o habitual. Talvez ele houvesse visto uma chance de ter certeza de que ela não poderia cumprir sua promessa de chegar primeiro ao vale. Ele e os outros a deixaram e prosseguirem a viagem, Mary foi deixada sozinha com a sua família para encontrar os bois. Eventualmente, John encontrou os bois e recomeçaram a viagem com a esperança de alcança-los.
No entanto, as coisas não estavam sendo nada fáceis para o capitão. Uma terrível tempestade surgiu, ele e os outros começaram a ficar assustados, e a companhia se recusou a continuar a viagem. Eles foram obrigados a soltar o gado e se abrigar. O gado se espalhou em todas as direções, assim, quando a tempestade passou, a companhia foi forçada a ir à busca do próprio gado. Como eles estavam atrás do gado, Mary e sua família continuou em frente, e não esperaram por eles. Ela chegou ao vale 20 horas antes do detestável capitão e do resto da companhia.

Julie B. Beck
A irmã Julie B. Beck foi chamada presidente Geral da Sociedade de Socorro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em 2007. A reconhecida e ordenada líder de mais de 5.000.000 de mulheres ao redor do mundo, é graduada pela Universidade de Brigham Young, tem 10 irmãos e irmãs, é descendente de um antigo governador de Utah, Norman Bargerter, e é uma amorosa esposa e mãe de três filhos e avo de oito.
A irmã Beck é também a mulher que acabou de convocar as mulheres Mórmons às armas, por assim dizer. Ao receber esse chamado ela disse:
“Minhas queridas irmãs, ao receber essa enorme responsabilidade com uma oração em meu coração. Eu presto meu testemunho da verdade do evangelho restaurado de Jesus Cristo. O Salvador é nosso líder e exemplo, nossa rocha, nossa força e nosso advogado. Em qualquer parte em que posso trabalhar para ajudá-lo e o seu profeta ordenado é uma bênção na minha vida. Eu sempre tive um grande amor e respeito para com as irmãs desta sociedade, e acredito que as mulheres desta Igreja são as melhores, as mulheres mais capazes do mundo. Por favor, saibam do meu amor por vocês, as mulheres magníficas desta Igreja.” (Julie B. Beck, “What Latter-day Saint Women Do Best: Stand Strong and Immovable,” Ensign, Nov 2007, 109–12)
Dos poucos detalhes biográficos disponíveis sobre ela, eu vejo uma mulher de convicção, força, amor e capacidade. Ela aceitou o mais importante chamado do Senhor, ela jogou os ombros para trás e simplesmente disse, metaforicamente falando, “O que queres que eu faça Senhor?”
As mulheres as quais ela foi chamada a liderar, ela disse:
“A fim de fazer a nossa parte como mulheres sob o plano do Senhor, devemos permanecer firmes e inamovíveis na fé, forte e imóveis na família, e forte e imóveis em servir. Devemos primar nestas três áreas importantes que nos diferenciam como discípulos do Senhor. Através da Sociedade de Socorro nós praticamos sermos discípulos de Cristo. Nós aprendemos o que Ele quer que nós aprendamos, fazemos o que Ele quer que façamos, e nos tornemos o que Ele quer que nos tornamos. Quando nos reunimos com esse foco, o trabalho da Sociedade de Socorro é relevante qualquer que seja sua situação, se você tem 18 ou 88 anos, solteirona ou casada, tenha filhos ou não, ou se você vive em Bountiful, Utah, ou Bangalore, na Índia.” (Julie B. Beck, “What Latter-day Saint Women Do Best: Stand Strong and Immovable,” Ensign, Nov 2007, 109–12)
Ela lidera todas as mulheres Mórmons de 18 a 120 anos.
Fé? As mulheres do Senhor há muito tempo tem sido chamadas para permanecerem firmes contra as investidas do mundo. Para liderar, guiar e moldar os homens e mulheres que irão levantar o estandarte e continuar avante em nosso encargo de pregar o evangelho de Jesus Cristo em cada canto do mundo. 202 anos atrás, próximo ao dia, em que o profeta da restauração, Joseph Smith Jr. nasceu, os homens começaram a pegar a estrada, o mar ou o ar para andar em todas as terras e ensinar o evangelho a todos os que desejarem ouvir a palavra de Deus. Em nossos dias, continuamos a andar de porta em porta, a terra a terra, mas também somos abençoados com a tecnologia de todo tipo para divulgar o evangelho mesmo para todos os cantos do mundo.
O Senhor pediu aos homens e mulheres da Igreja a assumir essa responsabilidade desde antes da fundação do mundo. Nós concordamos se fossemos abençoado com o evangelho de Jesus Cristo em nossas vidas, nós deveríamos gritar ao mundo. Viveríamos como emissários. Nós iriamos nos comportar como seguidores de Jesus Cristo.
A irmã Beck nos lembrou dessa responsabilidade sagrada quando discursou na Conferencia Geral de novembro de 2007. Ela disse:
Que diferente o mundo e esta Igreja seriam se todas as irmãs santos dos últimos dias com excelência fizesse, renovasse e guardasse seus convênios; se cada irmã digna de uma recomendação para o templo o frequentasse com mais frequência, se cada irmã estudasse as escrituras e as doutrinas de Cristo e as conhecesse tão bem que ela poderia ensinar e defender essas doutrinas, em qualquer tempo ou lugar. Pense em nossa força combinada se cada irmã sinceramente orasse a cada manhã e noite ou, melhor ainda, orasse incessantemente, como o Senhor ordenou. Se cada família fizesse a oração familiar e uma noite familiar uma vez por semana, estaríamos mais fortes. Se cada irmã fosse autoconfiante o suficiente para ser capaz de dar livremente de seus conhecimentos, talentos e recursos e se cada irmã refletisse aquilo que diz e aquilo que usa, seriamos por certo inamovíveis.” (Julie B. Beck, “What Latter-day Saint Women Do Best: Stand Strong and Immovable,” Ensign, Nov 2007, 109–12)
Irmã Beck aceitou o convite dos profetas do passado que pediram as mulheres da Igreja se tornarem teólogos, inamovíveis no entendimento e fé em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e seu evangelho.
Nós podemos fazer isso. . . E mulheres de Deus, sejam elas mórmons, católicos, batistas, metodistas, protestantes ou de outras seitas cristãs, aceitem o chamado de criar suas famílias com os princípios de Jesus Cristo como seu fio condutor.
As mulheres mórmons sabem eu fui chamada por Deus para essa responsabilidade, por intermédio de Seus profetas e dos líderes da Igreja, Julie B. Beck nos fez lembrar mais uma vez, é hora de assumir nosso padrão e saber o que professamos crer, nos vestindo condizente como as filhas de um Deus amoroso e compassivo, e comportar-se como os discípulos de Cristo devem se comportar. Nós simplesmente temos a fé que podemos fazer o que foi-nos pedido e então devemos agir de acordo com essa fé.
Família? Nós, como os mórmons, sabemos que, para salvar o mundo temos de salvar a unidade familiar. A unidade familiar é o centro a partir do qual as eternidades fluem do passado para o futuro. É tão importante que o profeta do Deus vivo, Gordon B. Hinckley, e do Quórum dos Doze Apóstolos publicaram uma proclamação, da parte do Senhor, para o mundo. Deste direito sagrado que o Senhor deu aos filhos de Deus, Irmã Beck disse:
“O único lugar que as mulheres SUD vão aprender toda a verdade sobre o seu papel indispensável no plano de felicidade está nesta Igreja e sua doutrina. Sabemos que no grande conflito pré-mortal, ficamos ao lado de nosso Salvador, Jesus Cristo, para preservar nosso potencial de pertencer a uma família eterna. Sabemos que somos filhas de Deus, e sabemos o que estamos a fazer. As mulheres podem encontrar a verdadeira felicidade, quando entendem e deliciam-se com seu papel único no âmbito do plano de salvação. As coisas que as mulheres podem e devem fazer são ensinadas sem desculpas aqui. Acreditamos na formação de famílias eternas. Isso significa que acreditamos em se casar. Sabemos que o mandamento de multiplicar e encher a Terra continua em vigor. Isso significa que acreditamos em ter filhos. Temos fé que com a ajuda do Senhor podemos ser bem sucedidas na criação e ensino de crianças. Estas são as responsabilidades vitais no plano de felicidade, e quando as mulheres abraçam essas funções com todo o seu coração, elas são felizes! Conhecer e defender a verdade sobre as famílias é o privilégio de cada irmã nesta Igreja. Porque as famílias são eternas, não podemos dar ao luxo de ser casual ou complacente sobre os relacionamentos.” (Julie B. Beck, “What Latter-day Saint Women Do Best: Stand Strong and Immovable,” Ensign, Nov 2007, 109–12)
Fortes e inamovíveis, como ela nos pediu ser, a irmã Beck declarou ao mundo inteiro que não vai pedir desculpas pelo que somos e naquilo que acreditamos. Eu apoiá-la nisso, de forma inequívoca. Nós podemos nos manter firmes, como irmãs no evangelho de Jesus Cristo, irmãs em Sião (um só coração e uma finalidade) e declarar ao mundo que não seremos desvalorizadas. Nós não vamos recuar. Nós não seremos ignoradas.
Criaremos nossos filhos para Deus. Teremos casas de luz e de justiça. Nós viveremos nossas vidas de acordo com os ditames de nossa consciência e do Evangelho de Jesus Cristo. Vamos honrar nossos convênios e promessas. E não virar as costas a essas coisas que sabemos que são os nossos privilégios e deveres sagrados.
Auxilio? A fim de levar para casa o propósito da Sociedade de Socorro, a irmã Beck citou um profeta e um apóstolo:
“A palavra auxilio significa “levantar, clarear.” Significa “erguer [para cima].” “A idéia é” levantar (alguém) fora dos problemas”. Nosso serviço e o auxílio que oferecemos são um sinal de que somos discípulos do Senhor e somos membros da Sua Igreja restaurada. É um privilégio fazer parte desta organização mundial para as mulheres, cujo nome descreve o que estamos destinados a fazer: prestar socorro.
Joseph Smith disse que as mulheres desta Igreja foram organizadas para prover “o alívio aos pobres, aos miseráveis, a viúva e o órfão, e para a pratica de todos os propósitos benevolentes” e não “apenas para auxiliar os pobres, mas para salvar almas. “Esse esforço de auxilio foi ainda definido pelo Élder John A. Widtsoe (apóstolo) como” alívio da pobreza, o alívio da doença, o alívio de dúvida, o alívio da ignorância de tudo o que impede a alegria e o progresso da mulher. “
Não obstante os esforços de socorro importantes do passado, o trabalho maior e mais importante para as mulheres da Igreja ainda está por vir. A terra deve ser preparada para receber o Senhor Jesus Cristo, e temos de ajudar com esta preparação em meio a guerras, tumultos, calamidades naturais, e um aumento do mal. Não houve um momento na história do mundo, quando um esforço de ajuda em larga escala era mais necessário. Porque nós somos discípulos de Jesus Cristo e fizemos convênios com Ele, e já estamos comprometidos por convênio a participar nesse esforço de socorro. (Julie B. Beck, “What Latter-day Saint Women Do Best: Stand Strong and Immovable,” Ensign, Nov 2007, 109–12)
Foi nos dado um direito sagrado e fundamental na preparação das nossas famílias, da Igreja e do mundo para a segunda vinda de Jesus Cristo. Nosso papel como as mulheres não é um papel pequeno ou médio. Nossos direitos não são de pouca importância, mas, como têm sido apontados pelos profetas, apóstolos e líderes escolhidos e ordenados por Deus, Julie B. Beck, que nos foi dado um grande trabalho a fazer e que não pode ser ignorado ou negado.
Fomos convocadas a um chamado às armas pela Irmã Beck e eu, por exemplo, responderei essa chamada. O padrão foi estabelecido em minha casa e eu servirei ao Senhor meu Deus, em qualquer coisa em que Ele me chamar.
Convido-vos a ler o discurso completo, O Que as Mulheres SUD Fazem de Melhor: Permanecer Firmes e Inamovíveis, para as mulheres Mórmons de todo o mundo. Ela ilumina e encanta, motiva e, especificamente, da detalhes de como realizar cada uma dessas coisas.
Estou muito satisfeita com a nossa nova líder. . . Eu acredito que ela vai chamar as mulheres da Igreja para combater de maneira que não ouvimos recentemente.

O Legado Duradouro da Sociedade de Socorro
Presidente Henry B. Eyring
Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência


A história da Sociedade de Socorro está gravada em palavras e números, mas a sua herança é passada de coração a coração.
Sou grato por estar com vocês aqui, hoje à noite. Expresso a vocês o amor e a gratidão do Presidente Monson e do Presidente Uchtdorf. Desde sua fundação, em 1842, a Sociedade de Socorro tem sido abençoada com os cuidados e com a amorosa supervisão do profeta de Deus. Em Nauvoo, Joseph Smith instruiu as líderes e as irmãs que ali se reuniram.
Sabendo da gloriosa história que vocês têm, senti o peso do convite do Presidente Monson para lhes falar. Em uma daquelas primeiras reuniões da sociedade, o Profeta Joseph Smith surpreendeu o Bispo Newel K. Whitney, pedindo-lhe que falasse em seu lugar. O Bispo Whitney disse que viera com a alegre esperança de que seria ensinado pelo Profeta. Compreendo o sentimento de decepção que ele teve, e que talvez vocês tenham também.
Assim, perguntei ao Presidente Monson, enquanto me preparava para este momento, o que achava ser mais útil para vocês ouvirem. O que ele disse confirmou as impressões que eu já tivera enquanto estudava e orava.
Falarei esta noite sobre o grande legado deixado a vocês pelas irmãs que as precederam na Sociedade de Socorro. A parte do alicerce que elas estabeleceram para vocês, e que me parece a mais importante e duradoura, é que a caridade está na essência da sociedade e deve penetrar o coração e fazer parte da própria natureza de cada irmã. A caridade significava para elas muito mais que um sentimento de benevolência. A caridade nasce da fé no Senhor Jesus Cristo e é um efeito de Sua Expiação operando no coração das irmãs. Existem muitos grupos de mulheres caridosas que praticam o bem. Há muitas que têm extraordinários sentimentos de piedade pelos desafortunados, pelos doentes e pelos necessitados. Mas esta organização é ímpar e tem-no sido desde o princípio.
O núcleo do alicerce que aquelas extraordinárias irmãs criaram é “a caridade nunca falha”.1 Esse núcleo que as apoiava no princípio e durante o grande período que se seguiu, as apoia agora em uma nova época e apoiará a Sociedade de Socorro nos tempos futuros.
Esta sociedade é composta de mulheres cujos sentimentos de caridade nascem de corações modificados durante o processo de qualificação e pela realização e cumprimento dos convênios oferecidos apenas na verdadeira Igreja do Senhor. Os sentimentos de caridade que elas têm procedem Dele, por meio da Expiação. Seus atos de caridade são guiados por Seu exemplo. Devem-se à gratidão por Seu infinito dom de misericórdia e pelo Santo Espírito, que Ele envia para acompanhar Seus servos em suas missões de misericórdia. Por causa disso, elas fizeram e fazem coisas incomuns para o próximo e sentem alegria, mesmo quando as suas necessidades são grandes.
A história da Sociedade de Socorro está repleta de relatos sobre esse serviço extraordinário e abnegado. Nos terríveis dias de perseguição e privações, quando os fiéis se mudaram de Ohio para o Missouri, Illinois, e depois de atravessar os desertos rumo ao oeste, as irmãs, em meio a sua pobreza e dor, cuidavam do próximo. Vocês chorariam, como eu chorei, se eu lesse agora alguns dos relatos de sua história. Seriam tocadas pela generosidade delas, mas seriam ainda mais tocadas por reconhecerem a fé que as ergueu e susteve.
Elas passaram por diversas circunstâncias. Todas enfrentaram as provações e os sofrimentos da vida. Sua determinação nascida da fé em servir ao Senhor e ao próximo levou-as a enfrentar as tormentas da vida em vez de contorná-las. Algumas eram jovens e outras, mais velhas. Eram de diferentes lugares e povos, assim como vocês, hoje. Mas tinham um só coração, um só pensamento e uma só intenção. Estavam determinadas a ajudar o Senhor a edificar Sua Sião, onde haveria para elas a alegre existência descrita de modo tão vívido no Livro de Mórmon. Vocês devem lembrar-se de algumas das passagens de 4 Néfi que elas traziam no coração, onde quer que o Senhor as conduzisse em sua jornada para Sião:
“E aconteceu que no trigésimo sexto ano todo o povo de toda a face da terra foi convertido ao Senhor, tanto nefitas como lamanitas; e não havia contendas nem disputas entre eles; e procediam retamente uns com os outros.
E tinham todas as coisas em comum; portanto não havia ricos nem pobres nem escravos nem livres, mas eram todos livres e participantes do dom celestial. (…)
E aconteceu que não havia contendas na terra, em virtude do amor a Deus que existia no coração do povo”.2
Aquelas primeiras irmãs da Sociedade de Socorro não viveram numa época idílica, mas o amor a Deus habitava em seu coração. Esse amor, e elas mesmas, permaneceram firmes durante a jornada para o oeste e também nos anos que se seguiram. Devido a circunstâncias difíceis, por quase quatro décadas a Sociedade de Socorro deixou de funcionar como organização presente em toda a Igreja. Mas, em 1868, Brigham Young chamou Eliza R. Snow para ajudar os bispos a organizarem a Sociedade de Socorro. Ela foi chamada para ser a segunda presidente geral da Sociedade de Socorro em 1880. O registro da Sociedade de Socorro mostra que, quando os líderes orientaram as irmãs em toda a Igreja a iniciarem novamente o trabalho formal da Sociedade de Socorro, descobriram que a caridade no coração delas não havia diminuído. Elas continuaram a estender as mãos misericordiosas aos necessitados. Para aquelas que continuaram fiéis a seus convênios, o dom da caridade — o puro amor de Cristo — havia permanecido. Elas ainda o possuíam.
Nos anos que se seguiram, a Sociedade de Socorro cresceu em número e em força para servir aos necessitados. Sob a liderança de mulheres de grande visão e capacidade, a Sociedade de Socorro tomou a dianteira ao iniciar serviços de caridade, que não existiam na fronteira, para os necessitados. Criaram um pequeno hospital. Apoiaram as mulheres que iam para o leste em busca de treinamento médico para trabalhar no hospital. Esse foi o início de um dos grandes sistemas hospitalares dos Estados Unidos.
Elas deram início a programas que, com os anos, tornaram-se os programas mundiais de Serviços Familiares SUD. Criaram um sistema de armazenamento de grãos tão eficaz que conseguia atender ao pedido de ajuda do governo federal numa época de guerra e crise. Deram início ao que se tornou a Primária e ao que veio a ser a organização das Moças na Igreja. Fundaram sua própria revista feminina e se tornaram uma das maiores organizações femininas do mundo. Faziam parte também da liderança de organizações femininas dos Estados Unidos.
A Sociedade de Socorro teve um papel central quando a Igreja começou a desenvolver sua capacidade de oferecer auxílio humanitário no mundo todo. Ao visitarem Utah, os líderes das nações expressam respeito e admiração pelo que a Igreja tem feito pelos pobres e pelas vítimas de guerras e catástrofes naturais no mundo todo. Essas notáveis dádivas aos filhos de Deus são parte do duradouro legado da Sociedade de Socorro.
O Profeta Joseph Smith disse à Sociedade de Socorro, em suas primeiras reuniões, que essas coisas notáveis seriam o resultado de seu serviço fiel. Ele disse que rainhas viriam para aprender esse serviço e fazer parte dele.3 Eu testemunhei o cumprimento dessa profecia. E consigo discernir, com base nos registros, que uma promessa escriturística para aqueles que servem ao Senhor em Sua obra foi também feita às pioneiras da Sociedade de Socorro. Essa promessa, dada por meio do Profeta Joseph Smith, está registrada na seção 88 de Doutrina e Convênios. Fala sobre os que serão chamados para servir com Ele em épocas sucessivas:
“E disse ao primeiro: Vai e trabalha no campo; e na primeira hora procurar-te-ei e contemplarás a alegria de meu semblante.
E disse ao segundo: Vai também para o campo e, na segunda hora, visitar-te-ei com a alegria de meu semblante.
E também ao terceiro disse: Visitar-te-ei;
E ao quarto e assim por diante, até o décimo segundo.
E o senhor do campo foi até o primeiro na primeira hora e permaneceu com ele toda aquela hora; e ele alegrou-se com a luz do semblante de seu senhor.”4
Fica claro, pelo registro que deixaram, que aquelas mulheres do primeiro período da Sociedade de Socorro sentiram a alegria prometida pelo Senhor. Ele estava no trabalho com elas. Ele fez progredir o trabalho e elas sentiram alegria e luz.
Mas o Profeta Joseph previu que outra época se seguiria. Ele viu as grandiosas obras que elas edificariam nos primeiros anos. Mas ele também disse que elas deveriam servir, abençoar e cuidar dos que lhes eram próximos e que conheciam pessoalmente.
Após um período alegre de serviço para a Sociedade de Socorro, o Senhor as conduziu a outra época, longe dos campos que haviam plantado de modo tão esplêndido. Foi difícil para os homens fiéis que herdaram, por exemplo, o sistema hospitalar trabalharem com base no alicerce construído pela Sociedade de Socorro. O Senhor, por meio de Seus profetas, tornou claro que os Seus servos no sacerdócio podiam confiar a outras pessoas o encargo de manter e edificar aquele extraordinário centro de bondade. E assim, a Igreja abriu mão de seus maravilhosos hospitais.
Conheço e admiro os homens que sentiram a alegria de servir naquele sistema hospitalar. E vi que reconheceram que a alegria lhes veio porque trabalhavam com o Senhor, não por causa das próprias realizações. Assim, eles sorriram e alegremente abriram mão do que haviam construído. Tinham fé que o Senhor vira maior necessidade de seu serviço em outra parte, em outros campos e em outra época.
Uma parte preciosa de seu legado na Sociedade de Socorro é essa mesma fé que estava no coração das líderes e das irmãs da Sociedade de Socorro. O Senhor sabia que os grandes talentos delas seriam necessários em outra época e onde elas encontrariam uma alegria ainda maior do que a que tiveram nos maravilhosos empreendimentos benevolentes que haviam iniciado e construído.
A Igreja cresceu e se espalhou pelo mundo todo. Os serviços que a Sociedade de Socorro havia criado, começaram a exigir recursos financeiros de grande monta e constante supervisão em uma Igreja em expansão e em um mundo cada vez mais conturbado. A administração de programas centralizados e grandes teria limitado as oportunidades de líderes e irmãs da Sociedade de Socorro sentirem a alegria de servir a outra pessoa pelo Senhor e com o Senhor.
O Senhor havia preparado uma oportunidade para essa nova época. O único sistema que poderia prover auxílio e consolo em uma Igreja tão grande e em um mundo tão variado seria por meio do serviço individual a pessoas necessitadas que estejam mais próximas. O Senhor sabia que seria assim, em vista do início que teve a Sociedade de Socorro.
Ele estabeleceu um padrão. Duas irmãs da Sociedade de Socorro aceitam o chamado do Senhor de visitar uma terceira irmã. Isso foi assim desde o início. As líderes da Sociedade de Socorro organizaram irmãs que elas sabiam que teriam fé para prestar serviço de solidariedade quando isso estivesse além das forças de duas professoras visitantes designadas. O trabalho era feito perto de casa, entre pessoas conhecidas. As irmãs ensinam o evangelho nas reuniões locais e prestam testemunho do Salvador e da Restauração. As filhas cuidam das próprias mães. As mães ouvem, ensinam e cuidam das filhas.
As irmãs da Sociedade de Socorro sempre tiveram a confiança dos pastores locais do sacerdócio. Todo bispo e todo presidente de ramo tem uma presidente da Sociedade de Socorro na qual pode confiar. Ela tem professoras visitantes que conhecem as provações e as necessidades de cada irmã. Por meio delas, a presidente pode conhecer o coração das pessoas e das famílias. Ela pode atender a necessidades e ajudar o bispo em seu chamado de nutrir pessoas e famílias.
Uma maravilhosa parte da herança da Sociedade de Socorro fica evidente no modo como o sacerdócio sempre demonstra respeito e, em troca, é respeitado pela Sociedade de Socorro. Eu, assim como vocês, já vi isso. O bispo de minha família disse-me, tempos atrás, com um sorriso: “Por que é que, quando vou até uma pessoa necessitada da ala, sua esposa sempre parece ter estado lá antes de mim?” Todo bispo e presidente de ramo — mesmo com pouca experiência — já sentiu a gentil alfinetada do exemplo inspirado das irmãs da Sociedade de Socorro. Elas nos ajudam a lembrar que, para todos, tanto mulheres como homens, não haverá salvação sem serviço solidário.
Aquelas entre vocês que são um pouco mais velhas lembram-se do Presidente Marion G. Romney citando esta escritura, quando disse que estava tão determinado quanto as irmãs, a ser fiel ao prestar esse serviço solidário. Ele citou o rei Benjamim: “E agora, por causa das coisas que vos disse — isto é, para conservardes a remissão de vossos pecados, dia a dia, a fim de que andeis sem culpa diante de Deus — quisera que repartísseis vossos bens com os pobres, cada um de acordo com o que possui, alimentando os famintos, vestindo os nus, visitando os doentes e aliviando-lhes os sofrimentos, tanto espiritual como materialmente, conforme as carências deles”.5
A razão de o Presidente Romney ter sorrido, se me lembro bem, foi ele ter dito que realmente queria ter seus pecados perdoados. Assim ele achava que se juntaria às irmãs em cada ato de serviço solidário que pudesse.
Agora é hora de falar sobre o que precisam fazer para passar esse legado maravilhoso e sagrado da Sociedade de Socorro para aquelas que virão depois de vocês. Isso exigirá coisas pequenas e simples. Lembrem-se apenas de que o legado é passado de coração para coração. A caridade, o puro amor de Cristo, faz parte da poderosa mudança no coração que o Senhor promete a Seus discípulos fiéis. Assim, não é difícil ver as coisas simples que vocês podem e devem fazer para passar adiante esse legado.
Por exemplo, toda vez que você e sua companheira se prepararem para sair como professoras visitantes, precisam apenas lembrar-se do que constituirá o sucesso. Será mais do que chegar à porta. Será mais do que dar a mensagem. Será mais do que perguntar como podem ajudar. Talvez o sucesso só venha depois de muitas visitas. Talvez não vejam neste mundo a comprovação de que tiveram sucesso, mas podem sentir pelo Espírito se estão no caminho certo.
Conversei com uma irmã da Sociedade de Socorro sobre uma visita que ela havia feito. Ela visitara uma mulher que pouco tempo depois perdeu o marido de modo repentino e trágico. Nos últimos anos, a mulher tinha tido apenas contato intermitente com a Sociedade de Socorro.
A irmã que fez a visita preparou-se passando em uma loja para comprar flores. Era uma época em que havia muitas tulipas de várias cores à venda. Ela escolheu uma cor, a sua predileta, mas depois sentiu que deveria escolher outra. Não sabia por que escolhera tulipas amarelas, mas o fez.
Ao presentear a irmã à porta com as tulipas amarelas, a mulher sorriu e disse: “Venha ver o meu jardim aqui atrás”. Estava repleto de tulipas amarelas em flor. A mulher disse: “Eu estava pensando se deveria colher algumas para a casa, mas agora, posso deixá-las aí e apreciá-las mais algum tempo no jardim, porque você me trouxe estas”. Elas conversaram descontraidamente, como velhas amigas. Por meio daquela impressão — levar algumas flores e escolher tulipas amarelas — aquela professora visitante teve a confirmação de que estava a serviço do Senhor. Quando ela me contou isso percebi alegria em sua voz.
Ao falar comigo, ela não sabia o que a viúva havia sentido após a visita. Se a viúva sentiu que Deus a amava e que Ele lhe tinha enviado um anjo, a professora visitante a havia ajudado a trilhar o caminho do sucesso aos olhos do Senhor. Talvez só no mundo vindouro essa professora venha a saber se o seu trabalho fiel teve sucesso. Isso é verdade também em relação a duas professoras visitantes que, repetidas vezes, levaram amor a outra viúva que vivia em um lar para idosos nas proximidades, por quase nove anos. Após difíceis provações, ela faleceu depois de apenas algumas semanas.
Pelo que eu soube por um filho dessa viúva, aquelas professoras tiveram êxito. Elas terão a alegre experiência que a mãe do Profeta Joseph Smith descreveu para as irmãs na reunião da Sociedade à qual ela compareceu. Disse ela: “Precisamos amar [e] cuidar umas das outras, consolar umas às outras e adquirir instrução, para que possamos todas viver no céu juntas”.6
Vocês passam o legado adiante ao ajudarem outras irmãs a receber no coração o dom da caridade. Elas então poderão passar o legado a outras irmãs. A história da Sociedade de Socorro está gravada em palavras e números, mas a sua herança é passada de coração a coração. É por isso que as famílias são as grandes beneficiárias da Sociedade de Socorro.
Minha mãe deixou-me um pequeno broche com as palavras “A Caridade Nunca Falha”. E a irmã Beck deu-me este pequeno alfinete de lapela.
O duradouro legado que minha mãe deixou para a família foi mais do que o broche. Foi seu amor e o amor do Senhor que eu vi e senti nas coisas simples que ela fez, ao ser solidária em Seu nome. Ela era uma mulher da Sociedade de Socorro. Minha mãe não teve filhas, mas minha esposa passou o legado a nossas duas filhas. E elas manterão o legado vivo no coração de outras. Ele será duradouro, porque a caridade nunca falha.
Testifico-lhes que a caridade é o puro amor de Cristo. Ele vive. Ao servirmos ao próximo com Ele, sentiremos Sua alegria. Por meio de Sua Expiação, possibilitou-nos suplicar e receber o dom da caridade. Sei que o Pai vive e responde a nossas orações. Vocês são membros de uma sociedade fundada e colocada em seu curso pelo Profeta da Restauração, Joseph Smith. A irmã Beck e suas conselheiras foram chamadas por inspiração de Deus, dada a um profeta vivo. Sei que isso é verdade.
Vocês têm um legado glorioso. Oro a Deus que as inspire a preservar e passar adiante esse legado para abençoar e trazer alegria às irmãs nas gerações e épocas vindouras. No sagrado nome de Jesus Cristo a Quem servimos. Amém.
Notas
1. Morôni 7:46; ver também I Coríntios 13:8.
2. 4 Néfi 1:2–3, 15.
3. Ver Livro de Atas da Sociedade de Socorro, março de 1842 — março de 1844, registro de 28 de abril de 1842. Biblioteca de História da Igreja, Salt Lake City, p. 39.
4. D&C 88:52–56; grifo do autor.
5. Mosias 4:26.
6. Lucy Mack Smith, Livro de Atas da Sociedade de Socorro, março de 1842 — março de 1844, registro de 24 de março de 1842, pp. 18–19.